Teutônia reforça prevenção diante do início do período crítico para a proliferação do Aedes Aegypti

Dezembro dá início à estação mais quente do ano e também às preocupações com a proliferação do Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, da febre chikungunya e do Zika vírus. Em Teutônia, a Vigilância Sanitária promove ações de combate ao Aedes e ao borrachudo. O coordenador Evandro Borba alerta para o período de maior perigo de proliferação do mosquito Aedes aegypti, que se estende até abril. É nestes meses que as condições climáticas, com calor e chuvas, favorecem a reprodução do mosquito.

Conforme o levantamento de novembro, todos os bairros de Teutônia, com exceção do Boa Vista, apresentaram focos com ovos de Aedes nas ovitrampas, armadilhas usadas para fazer o levantamento da situação da proliferação. No total, foram 289 ovos encontrados. O Índice de Positividade de Ovos (IPO) chegou a 20% – em outubro, era de 5,19%.

Análise de recolhimento de armadilhas refrente a dezembro iniciou nesta terça-feira e segue até hoje / Crédito: Vigilância Sanitária de Teutônia

A alta incidência de mosquitos observada durante a aplicação do inseticida Fludora indica a necessidade de atenção da população. “Há muitas nuvens de mosquitos. A gente aplicava o Fludora e eles subiam. É um indicativo que iniciou o período sazonal, o período do perigo. Mas, com as aplicações de inseticidas e outras ações de bloqueios, acredito que estamos conseguindo resultados interessantes”, explica Evandro.

A análise do recolhimento de armadilhas referente ao mês de dezembro iniciou nesta terça-feira e segue até hoje. A verificação ocorre, normalmente, na segunda semana de cada mês, podendo variar.

População é fundamental na prevenção

O coordenador afirma que o inseticida é seguro e tem efeito residual de 4 meses. A aplicação do Fludora é feita em locais específicos mediante autorização do morador, como paredes, áreas cobertas ou garagens, visando minimizar a exposição à chuva.

Embora a equipe da Vigilância Sanitária realize pulverizações em locais públicos, como bocas de lobo, a participação dos cidadãos é fundamental. A verificação de possíveis focos de água parada, como vasos, pneus e outros recipientes é essencial para o controle do Aedes aegypti, especialmente após os períodos de chuva. “Lembrando: 50% é nossa parte [órgão público], a outra metade é do munícipe. O munícipe é importantíssimo”, aponta.

Elas também permitem a ação preventiva antes mesmo da eclosão dos mosquitos, e é com a prevenção que a cidade trabalha. Os dados coletados podem ser acompanhados pela população no site Ovitrampas RS.

A equipe da Vigilância Sanitária trabalha junto à Epidemiológica e em Saúde do Trabalhador para mapear e controlar os vetores. Evandro chama atenção para a colaboração entre municípios vizinhos no combate do Aedes e ao borrachudo, especialmente nas áreas limítrofes, através das secretarias de Saúde e Agricultura.

Saiba mais

A principal diferença entre o Aedes e Borrachudo reside no raio de ação dos insetos. O primeiro atua em um raio de 300 metros, por isso o combate é consiste em eliminar os focos de água parada e aplicar inseticida nas proximidades. Já o borrachudo atua em um raio de 10 quilômetros, o que exige uma ação mais ampla, com aplicação de larvicida em toda a malha d’água do município e articulação com municípios vizinhos. O inseticida BTI é aplicado em toda a malha d’água de Teutônia, com a ajuda de mais de 60 voluntários.

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