Ouro Verde retoma atividades com a força do Bairro Alesgut

Após longos anos sem entrar em campo, o clube quer voltar a se manter ativo nesta e nas próximas temporadas

A Associação Esportiva e Recreativa Ouro Verde é mais um clube tradicional a estar de volta aos gramados depois de anos de dificuldades, desafios e inatividade – junto do Gaúcho. Fundado por moradores locais em 4 de abril de 2000, o clube atravessou diferentes épocas e, mesmo com pausas e crises financeiras, segue na comunidade e agora volta às atividades para o primeiro semestre. Entre seus títulos, o que se destaca é o do Municipal de Teutônia em 2014.

Desde sua criação, o Ouro Verde foi mais do que um time de futebol: tornou-se um ponto de encontro e um símbolo de identidade para a comunidade. Um de seus primeiros moradores e participantes do clube, Valmor da Rosa, relembra o início das atividades. “Fizeram o campo, e, como já morava no bairro, comecei a me envolver. Joguei, participei do veterano e, em 2013, fui convidado a assumir a presidência, cargo do qual novamente faço parte”, afirma.

Durante 4 anos ele liderou o clube, até que, em 2017, outro integrante assumiu. No entanto, a pandemia impactou severamente as atividades do clube, que precisou interromper suas atividades por tempo indeterminado. Em 2023, diante da necessidade de retomada, ele voltou à linha de frente para reorganizar o time e a estrutura do Ouro Verde.

Desafios e sustentabilidade

A volta do Ouro Verde às competições não está sendo fácil. Além dos impactos da pandemia, o clube enfrentou três enchentes que danificaram seriamente suas instalações. “A água passou por cima da tela do campo, derrubou os muros e causou estragos. Tivemos um prejuízo de aproximadamente R$ 25 mil, e ainda há muita coisa para consertar”, aponta.

Ao enfrentar dificuldades financeiras, o clube depende do apoio de patrocinadores, sócios e da comunidade. “A prefeitura não tem condições de ajudar. Se não corrermos atrás, não conseguimos manter o time, a estrutura e muito menos as atividades. Sem isso, fechamos, é muito complicado”, ressalta.

Reestruturação e futuro

Com a volta ao Intermunicipal, o clube precisou formar um novo elenco. Com a liderança de figuras experientes no futebol amador da região, o Ouro Verde conseguiu montar uma equipe competitiva. “A chave em que caímos é bastante forte, mas acreditamos que podemos nos classificar. Dentro de campo, tudo pode acontecer”, afirma Valmor.

Além disso, a estrutura do clube também é reformada. “Queremos oferecer condições para os torcedores. Não adianta ter um bom gramado se não houver um espaço adequado para o público acompanhar os jogos. Também reformamos os vestiários e as cabines de transmissões”, acrescenta.

Intermunicipal

Para o Intermunicipal, o treinador Júlio Danzer ressalta que a equipe entra na competição como “patinho feio”, por ser uma equipe de bairro e sem apoio de grandes centros. “Mesmo assim, somos movidos pela paixão e esforço de nossos apoiadores e patrocinadores, a quem sempre agradecemos por tornarem tudo isso possível”, aponta.

Júlio ainda afirma que o compromisso é representar o Bairro Alesgut com responsabilidade e esforço. “Os jogadores reconhecem tudo que fizemos para colocar o Ouro Verde em campo, e a torcida sabe o quanto queremos jogar. Esse entusiasmo reacendeu o futebol em nossa comunidade”, ressalta.

Além disso, Júlio quer celebrar os 25 anos do Ouro Verde com a possibilidade de um título. “A torcida pode esperar dedicação total da nossa parte. Temos seis reforços de bom nível e atletas experientes que chegam para qualificar o elenco. Na montagem, buscamos jogadores alinhados com nosso objetivo, capazes de manter a intensidade do início ao fim das partidas”, explica.

Durante o período de preparação, o Ouro Verde realizou peneiras e treinos abertos a novos atletas do Bairro Alesgut e região para encontrar reforços e jogadores que poderiam compor o elenco.

Comunidade e sequência

A comunidade tem um papel fundamental na reconstrução do Ouro Verde. O apoio dos torcedores e voluntários é essencial para que o clube continue na ativa e com margem para crescimento. “Se não tivéssemos pessoas dedicadas, como o atual grupo que está à frente, o clube não conseguiria se manter. Precisamos de pessoas comprometidas para que a história do Ouro Verde continue”, enfatiza Valmor.

Seu sonho é que o clube não pare. “Foram muitos anos de luta para chegar até aqui. Espero que, mesmo quando eu sair da gestão, outras pessoas assumam e deem continuidade. O esporte tem um papel social muito importante, e nós queremos que o Ouro Verde continue sendo um ponto de referência para a comunidade”, almeja.

Júlio aponta que tem orgulho em contribuir com o Bairro. “O Alesgut me acolheu e ajudou a ser quem eu sou. Muito grato pelas pessoas que sempre me apoiaram. Confesso ter uma dívida com o Bairro e quero pagar com o trabalho de muita união e desenvolvimento”, ressalta.

Mais Notícias

Tópicos Relacionados:

Publicações do Autor

Finais do Intermunicipal são adiadas novamente

Pela segunda semana consecutiva, as partidas de ida das finais do 4º Campeonato Intermunicipal Certel Sicredi foram adiadas em razão das chuvas. A Associação de...

Maurício Steffen: “Há 3 anos, ninguém nos imaginava na final. Hoje, a comunidade pode viver essa realidade”

Depois de surpreender o futebol amador da região em 2025, o Poço das Antas chega à Série A do Campeonato Regional Certel Sicredi da...

Finais do Intermunicipal devem começar neste domingo

Após o adiamento dos confrontos de ida, previstos para o dia 21, em razão das condições climáticas, as finais do Intermunicipal Certel Sicredi da...

Estrela abre disputa das finais neste domingo

O Campeonato Municipal de Estrela abre as decisões das séries Ouro e Prata neste domingo (28/6), com partidas realizadas no Bairro Boa União, casa...