Teutônia e Paverama decretaram situação de emergência em razão do aumento significativo de casos de dengue na região. O decreto visa facilitar e agilizar a aquisição de materiais, EPIs e a implementação de ações necessárias para a prevenção e diminuição dos casos.
O panorama da doença na região e no estado é de alerta. No estado, até 2 de maio, foram registrados 60.900 casos suspeitos, com 13.500 positivos e sete óbitos. No Vale do Taquari, são 1540 casos suspeitos e 452 positivos. Em Teutônia, foram notificados 460 casos suspeitos, com 156 positivos. Uma concentração notável de casos (8 em cada 10) está na região da Fazenda São José, na divisa com Paverama.
O município utiliza armadilhas (ovitampas) em 75 pontos urbanos. Dados indicam que quase 90% delas estavam contaminadas.
Em resposta à situação, Teutônia adquiriu um equipamento pulverizador, pioneiro no Vale do Taquari. Diferentemente de métodos anteriores, esta máquina utiliza um larvicida biológico diluído em água, que não é nocivo a outros insetos como abelhas ou borboletas, nem a animais ou à saúde da população. Este produto age tanto na larva quanto no mosquito adulto, impedindo a propagação. A aplicação do larvicida biológico já foi iniciada na divisa com Paverama.
A prevenção da dengue é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e a população. É fundamental eliminar focos de água limpa e parada, especialmente em locais com sombra. Recipientes comuns de criadouros incluem tampinhas de garrafa, cascas de frutas (como melancia), lonas, calhas, vasos de planta sem areia e ralos. Recomenda-se colocar areia nos vasos e usar cloro diluído ou água sanitária nos ralos.
A vacina contra a dengue tem previsão de início na região no próximo ano, mas sua produção é limitada. A busca pela vacina é alta, mas não substitui o trabalho contínuo na prevenção do mosquito durante todo o ano.
Confira a entrevista na íntegra:

