Sindicatos patronal e laboral tentam atrair profissionais para a construção

Iniciativa inédita une entidades patronal e laboral da construção civil por campanha para atrair mão de obra. Sinduscom VT e STICML buscam conscientizar para as oportunidades disponíveis e também para os benefícios e vantagens do vínculo empregatício com as empresas, especialmente direcionados aos que atuam na informalidade.

Lançada em janeiro pelo Sinduscom VT (Sindicato das Indústrias da Construção, Mobiliário, Marcenarias, Olarias e Cerâmicas para a Construção, Artefatos e Produtos de Cimento e Concreto Pré-Misturados do Vale do Taquari), a campanha para atrair mão de obra e conscientizar sobre riscos do trabalho informal ganha reforço neste mês de maio.

A iniciativa para sensibilizar os trabalhadores conta agora com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, Mobiliário e Similares de Lajeado e Vale do Taquari (STICML), especialmente direcionados aos que atuam na informalidade.

Presidente do Sinduscom VT, Daniel Bergesch, destaca que a crise de mão de obra não se origina na ausência de pessoas ou na falta de vontade para o trabalho, mas na conclusão equivocada de que a informalidade é mais rentável do que o regime de contrato formal. Por isso, a necessidade de desmistificar essa ideia de que o trabalho informal compensa, conscientizado para a série de vantagens garantidas pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), dentre as quais ele destaca as férias, o 13º salário, a jornada garantida apesar da chuva e o dissídio coletivo anual.

Bergesch ainda enaltece a preocupação do empregador com a segurança e a saúde ocupacional do trabalhador. Sobre a aproximação com o sindicato laboral, ele explica que ela se dá a partir da boa relação entre as entidades e visa ressaltar outra série de benefícios que o trabalhador formal pode obter junto ao sindicato.

O presidente do STICML, Vilson Luiz Luft, salienta que o trabalhador informal não percebe o tanto que deixa de ganhar ao abrir mão da carteira assinada e que as perdas são ainda maiores quando considerado que os benefícios oferecidos pelo sindicato também se estendem a seus familiares e dependentes.

Para ele, a escassez de mão de obra é uma consequência histórica que levou os jovens a buscar outros setores, além do aumento exponencial de demandas, o que é prejudicado ainda mais pela ilusão de que a informalidade garante uma renda maior.

Ao reafirmar a boa relação entre os sindicatos e o apoio à campanha, ele compartilha da preocupação do Sinduscom VT com o trabalho informal, com os riscos para esses trabalhadores e para a perda de vantagens daqueles que não possuem a carteira de trabalho: “Eu quero ver daqui a cinco anos o que isso vai dar”.

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