Prefeitura de Teutônia cede prédio para ONG Floco Azul

A Câmara de Vereadores de Teutônia aprovou na terça-feira (23/9) o projeto de lei nº 117/2025, que autoriza a cessão de uso de um imóvel público para a Floco Azul – Associação Pró-Autismo de Teutônia. A proposta é de autoria do município e busca garantir melhores condições para a continuidade dos serviços prestados pela entidade no município.

O Executivo destacou que a cessão atende ao interesse público, ao permitir que a Floco Azul continue desenvolvendo suas ações em defesa das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e de suas famílias. O prédio de alvenaria de 140,64 metros quadrados, localizado na Avenida 1 Leste, nº 2.684, no Bairro Centro Administrativo, será cedido sem custos à associação.

A casa, conquistada ainda em 2023 ao fim da gestão da então presidente e co-fundadora da entidade, Poliana Steinke, era compartilhada entre Rotary, Lions, Apante e Floco Azul. Como o Rotary figurava como gestor principal, a associação tinha dificuldades para captar verbas destinadas à reforma do local.

“Entramos em contato com a prefeitura, que solicitou a documentação necessária para que fossem realizadas as questões burocráticas. Após o tempo necessário, tivemos a notícia que foi cedida e a Câmara de Vereadores aprovou por unanimidade” explica Tainá Quint, atual presidente.

Trata-se de um imóvel antigo, situado próximo ao supermercado Rede Super, que já conta com alguns móveis e brinquedos, mas nunca pode ser utilizado para atendimento devido ao seu estado precário e à necessidade urgente de reformas. Atualmente, o local serve como depósito para doações que a associação já recebeu, como móveis, brinquedos, geladeira e fogão.

Com a cessão exclusiva para a Floco Azul, a expectativa é que a entidade consiga viabilizar recursos para transformar o espaço em um centro de atendimento às famílias de pessoas com autismo em Teutônia. O local é de extrema importância, até para a contemplação em projetos.


Entidade busca recursos para a reforma da casa / Crédito: Divulgação

A Floco Azul não possui uma fonte de recursos fixa e depende de projetos solidários para se manter. Embora já tenha recebido alguns recursos, o montante é insuficiente para a reforma da sede. Por isso, a associação depende do apoio da comunidade para levar seus projetos adiante. O pix da entidade é o CNPJ 42.901.294/0001-72.

Para Poliana, a sensação descrita é de grande alegria por ver que o esforço valeu a pena, mas também de alívio por perceber que a causa se tornou um movimento da comunidade, não dependendo mais apenas de uma pessoa ou de um pequeno grupo. “O que me traz satisfação é saber que virou uma paixão, um cuidado da comunidade para a própria comunidade. Não é um sentimento de um pequeno grupo, já está se transformando em um sentimento plural da população”, afirma.

Serviços

O serviço de acolhimento e orientação é o ponto de partida da atuação da entidade. A Floco Azul busca oferecer um espaço seguro e empático para famílias que receberam diagnósticos recentes ou estão em processo de investigação. Além do apoio emocional, a ONG orienta pais e responsáveis sobre como navegar o sistema de saúde, obter encaminhamentos e acessar instituições especializadas.

A formação da comunidade também é um dos pilares da atuação da ONG. A Floco Azul promove eventos, encontros e palestras com especialistas nas áreas de neuropediatria, psicopedagogia, fonoaudiologia e fisioterapia. Recentemente, a ONG participou de um importante congresso nacional realizado em Pelotas, que reuniu mais de mil pessoas e teve a presença de profissionais do exterior.

Ainda, a Floco Azul conseguiu um recurso através do Fundo Social da Sicredi Ouro Branco para um projeto importante: financiar avaliações neuropsicológicas para crianças de famílias que ainda não tinham um diagnóstico formal. A avaliação ajuda a identificar com clareza se a criança tem autismo, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) associado ou outro contexto.

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