O projeto desenvolvido por estudantes da Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Gomes Freire de Andrade avançou para a etapa estadual do Desafio Liga Jovem do Sebrae. A equipe é formada pelas alunas Rayssa Lisboa Rosa, Eduarda Luiza da Silva Zang, Laura Geovana Anschau, Ritchely Santos Roque e Fabiana Zanette Dolphie, com orientação da professora Katucia Juliana de Souza.
A Liga Jovem desafia os jovens a desenvolverem soluções criativas e de impacto social para problemas da escola ou da comunidade. O projeto da escola Gomes Freire prevê a criação de uma plataforma voltada à inclusão e à autonomia de estudantes com limitações. “É um aplicativo voltado a alunos com qualquer tipo de deficiência intelectual e qualquer tipo de transtorno. Ele seria um suporte para os professores em sala de aula e também teria a opção do aluno poder fazer atividades em casa para a família acompanhar o progresso com gráficos”, explica a professora Juliana.
A proposta foi desenvolvida para a Mostra Científica da escola. “Nós desenvolvemos dois projetos. Pela questão de tempo, nós escolhemos o outro projeto para a mostra. Mas não queríamos deixar esse só no papel, então resolvemos inscrever no Sebrae”, conta.
A escolha do tema foi motivada pela experiência dos próprios estudantes com um colega com deficiência intelectual. “Percebemos as dificuldades que ele enfrentava e também as dificuldades dos professores para adaptar as atividades de acordo com as necessidades dele”, explica a estudante Rayssa.
Além de promover a inclusão, o grupo pretende ampliar o uso pedagógico e positivo da tecnologia na sala de aula. “Escolhemos transformar a ideia em um site porque a tecnologia está cada vez mais presente no nosso dia a dia, mas ainda percebemos uma falta de recursos tecnológicos voltados para a inclusão de pessoas com deficiência”, afirma.
Inicialmente, a equipe criou um protótipo do site com a ajuda da Inteligência Artificial. Com a classificação para a etapa estadual, o grupo conseguiu uma parceria com a empresa EndHosting, que irá auxiliar no desenvolvimento e na hospedagem da plataforma. “Ressaltando que, neste momento, o site ainda é apenas um protótipo e está em fase de desenvolvimento. A ideia é aprimorá-lo e, com a parceria, tornar o projeto cada vez mais funcional”, detalha Rayssa.
No dia 15 de setembro, a turma apresentará o projeto de forma on-line e ao vivo diante de uma bancada de jurados. A equipe vencedora de cada banca conquista uma viagem com tudo pago para uma missão nacional em uma capital de inovação do Brasil. Em dezembro, as equipes finalistas apresentam seus projetos presencialmente para uma banca final em Brasília. Em 2026, os vencedores irão ganhar uma viagem de até 10 dias para a Itália.
Como funciona na prática
A plataforma deve ser utilizada de acordo com as necessidades de cada estudante e com a orientação dos professores. Em sala de aula, o docente poderia acessar atividades e recursos para adaptar os conteúdos ao perfil do aluno. Em casa, o estudante teria acesso a atividades de reforço, com o acompanhamento dos pais ou responsáveis.
A ferramenta também auxiliaria os professores na busca por atividades adaptadas e na definição de estratégias para trabalhar determinados conteúdos. Para os pais, a plataforma permitiria acompanhar o desenvolvimento escolar dos filhos e participar de forma mais próxima do processo de aprendizagem.

