Pais e atletas acusam suposto golpe e buscam recursos para competição

Elenco se preparava para disputa em Foz do Iguaçu

Um grupo de jovens atletas de destaque no futsal feminino de Teutônia vive um momento delicado após sentirem-se vítimas de um suposto golpe financeiro que colocou em risco a participação da equipe na Copa Mundo de Futsal – que será de 15 a 20 de dezembro, em Foz do Iguaçu (PR) e é uma das competições mais importantes de categorias de base.

Segundo familiares e integrantes do time, o caso envolve o então treinador da equipe, que teria “desaparecido” com o valor arrecadado ao longo do ano.

Conforme responsáveis, as meninas se preparavam para o torneio há meses. Treinos frequentes, ações nas comunidades e atividades de arrecadação fizeram parte da rotina de quem sonhava representar a região em uma competição de destaque internacional.

A situação só veio à tona recentemente, quando os familiares notaram que o dinheiro destinado à viagem não estava mais disponível.

Nas redes sociais, pais de atletas relatam que o episódio foi um choque. Houve frustração, preocupação e, sobretudo, a sensação de injustiça após tanto esforço. No entanto, diante da perda dos recursos, o grupo rapidamente se uniu em busca de alternativas para garantir que as jogadoras não percam a oportunidade pela qual trabalharam durante todo o ano.

A atleta Kassiely Zanatta publicou um apelo para mobilizar a comunidade. Na postagem, ela relata que o dinheiro teria sido “perdido após um episódio de roubo”, reforça a dedicação das colegas e convida quem puder a ajudar por meio de uma vaquinha solidária. A intenção é recuperar o valor necessário para custear viagem, hospedagem e participação na Copa Mundo.

Conforme publicado, pais e responsáveis passaram a organizar contatos, buscar apoio de veículos de comunicação e articular ações para ampliar a visibilidade do caso. A intenção é que as atletas possam expor o ocorrido e detalhar de que forma a comunidade pode contribuir.

A campanha de arrecadação utiliza a chave Pix [email protected], em nome de Karina Gois Lessa Maciel Celeste, da Cooperativa Sicredi.

Mesmo abaladas, as jogadoras e suas famílias destacam que não pretendem desistir. A prioridade agora é transformar o prejuízo em união e permitir que o esforço de meses não seja desperdiçado.

Caso novas informações sejam divulgadas pelos pais ou responsáveis, o caso será atualizado.

A reportagem tentou contato com o técnico para apurar mais informações ou sua versão, mas ele não retornou até o fechamento desta publicação.

Contudo, teve acesso a uma mensagem por WhatsApp enviada pelo técnico aos pais das atletas. Ele reconhece o erro porque “sofro de um distúrbio em que gatilhos são dados e não tenho mais o controle disso”.

“Todo esse valor pago com o esforço de vocês, escapou pelas minhas mãos. E eu não consegui ter mais o controle da situação. E hoje faço acompanhamento psicológico e psiquiátrico também”, dizem trechos da mensagem encaminhada.

Pede a confiança dos pais para devolver o valor parcialmente, aos poucos, da mesma forma como foram os pagamentos efetuados pelas famílias. “Peço perdão por isso, assumo meu erro”.

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