Jaque Weber representa o Brasil na Grécia

Atleta estará na 60ª edição do Campeonato Mundial Militar de Cross Country.

A teutoniense Jaqueline Weber está na região de Trikala, na Grécia, para representar o Brasil na 60ª edição do Campeonato Mundial Militar de Cross Country. Especialista em provas de meio-fundo, a atleta integra a equipe mista do revezamento 4×2 quilômetros, ao lado de Tatiane Raquel Silva, Guilherme Kurtz e Leonardo Santos.

Segundo Jaqueline, a competição marca o início oficial da temporada internacional. Ela destaca a importância de disputar um campeonato mundial e dividir a equipe com atletas que figuram entre os principais nomes do país.

O cross country é uma modalidade tradicional em países da Europa e da América do Norte. As provas costumam abrir o calendário do atletismo e são realizadas em percursos com grama, terra, trechos de areia, obstáculos naturais e variações de relevo, que exigem resistência e adaptação às condições do terreno – características típicas de período de pré-temporada.

Militar da patente de sargento, Jaqueline integrou a Força Aérea Brasileira em 2024, após ingresso por edital no Programa de Atletas de Alto Rendimento (PAAR). A iniciativa possibilita que esportistas representem as Forças Armadas em competições militares e nos principais eventos do calendário olímpico. Pelo regulamento, a atleta pode permanecer como sargento temporária por até 8 anos.

As provas estão programadas para este domingo. O revezamento tem largada prevista para as 12h15 no horário local (7h15 de Brasília). A delegação brasileira projeta terminar entre as oito melhores equipes do mundo.

Título no litoral

Antes da viagem à Europa, Jaqueline abriu a temporada 2026 com vitória na Summer Night Run, disputada em Capão da Canoa, no Litoral Norte. A prova reuniu mais de 3 mil corredores e é uma das mais tradicionais do verão no Rio Grande do Sul.

Nos 3 quilômetros, a atleta conquistou o 1º lugar geral no feminino, com o tempo de 10min36seg. A corrida foi realizada à noite, em percurso montado na faixa de areia da orla, sob condições de vento contrário e trechos com baixa luminosidade, fatores que aumentaram o grau de dificuldade.

Jaqueline avaliou a participação como um teste importante neste início de calendário. Conforme a atleta, a prova serviu para medir o condicionamento físico e ajustar detalhes visando aos compromissos internacionais.

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