Outono deve ter temperaturas acima da média e chuvas irregulares no Vale do Taquari

No Vale do Taquari, a estação é historicamente marcada por grande variabilidade térmica, com alternância frequente entre dias quentes e noites mais frias.

O outono de 2026 iniciou em 20 de março e deve apresentar temperaturas acima da média histórica e chuvas irregulares ao longo da estação, que segue até 21 de junho.

As projeções são do Núcleo de Informações Hidrometeorológicas da Universidade do Vale do Taquari (Univates) e indicam um período típico de transição, mas com atenção especial para agricultura, gestão pública e população.

A estação mantém a característica de grande variação térmica, com dias quentes e noites mais frias, padrão comum na região e que deve se repetir em 2026 com amplitudes mais acentuadas.

Esse comportamento é influenciado, em parte, pela condição atual do Oceano Pacífico Equatorial, que passa de um período de La Niña para uma fase de neutralidade. Sem a atuação dominante de fenômenos como o El Niño ou La Niña, o clima tende a ficar mais variável e menos previsível.

No que diz respeito às chuvas, a tendência é de volumes ligeiramente abaixo da média no trimestre, com destaque para abril, que costuma ser o mês mais seco.

A previsão indica períodos prolongados sem precipitação intercalados com episódios pontuais de chuva mais intensa, o que pode gerar riscos localizados de alagamentos, mesmo com acumulados totais menores. Em maio e junho, os volumes devem se aproximar da normalidade, ainda com distribuição irregular.

As temperaturas, por sua vez, devem permanecer acima da média, especialmente no início da estação, com dias ainda quentes e sensação de abafamento.

A entrada de massas de ar frio mais intensas deve ocorrer de forma gradual, com maior possibilidade entre o fim de maio e o início de junho, quando também aumentam as chances de geadas, principalmente em áreas mais baixas.

Outros fenômenos típicos do período também devem marcar presença, como nevoeiros nas primeiras horas do dia, reduzindo a visibilidade, e a formação de ciclones extratropicais no Sul do Brasil, que podem provocar ventos fortes e chuvas intensas, dependendo da trajetória.

As previsões do núcleo são elaboradas com base em dados de estações meteorológicas locais, como a instalada em Lajeado, além de informações de órgãos como o Instituto Nacional de Meteorologia e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, e de modelos meteorológicos nacionais e internacionais.

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