Horta Comunitária celebra seis anos como destaque em economia solidária e sustentável

A tarde deste sábado (11/4foi de celebração, encontros e conexão com a natureza na comunidade Redentor, em Canabarro. A Horta Comunitária marcou seis anos de história reunindo famílias, crianças e até pets no quarto Happy da Horta, realizado pela primeira vez no próprio espaço.

A programação contou com plantio de árvores frutíferas e quaresmeiras, além de momentos de convivência que traduzem o espírito do projeto. A animação ficou por conta dos músicos Marco Mallmann e Xepa, que participam de forma voluntária desde as primeiras edições do evento.

Presente praticamente desde o início, a voluntária Liane Auller destaca o significado de fazer parte da horta. “É muito gratificante participar desse projeto. A gente vem aqui, faz atividades, conversa, não é só trabalhar. É um encontro. E ver o que era isso aqui e o que se tornou hoje é emocionante”, afirma. Ela também ressalta a evolução da estrutura ao longo dos anos. “Temos cozinha, banheiros, espaços novos… tudo isso graças a muitas doações. É um sonho que a gente não imaginava que ia chegar nesse ponto”, completa, convidando a comunidade: “Todos os sábados de manhã tem atividade. Quem quiser participar, sinta-se convidado. Mexer com a terra faz bem”.

Uma das idealizadoras, a pastora Cristiane Echelmeier, se emociona ao falar da trajetória. “Se a gente pudesse imaginar que isso ia tomar essa proporção… é um espetáculo. A ágora era um grande sonho, um espaço de encontro, de oficinas. Hoje já temos isso, temos o banheiro e seguimos sonhando cada vez mais”, relata.

Para ela, realizar o Happy da Horta dentro do próprio espaço tem um significado especial. “Nada como estar em casa. É lindo poder mostrar para quem apoia que tudo aquilo que foi planejado e doado se transformou nesse lugar encantador”.

À frente do projeto, Michele Valent destaca que a horta vai muito além do cultivo. “A abrangência da horta vai além do bairro e até de Teutônia. É um projeto que inspira, que fala de comunidade, de saúde mental, de contato com a natureza e de economia solidária”, explica.

Segundo ela, o diferencial está na construção coletiva. “A gente aprende que valores não são só monetários. Aqui tem confiança, reciprocidade, troca. Coisas que não têm preço, mas têm muito valor”, afirma.

O crescimento da horta também contou com o apoio de empresas parceiras. O empresário Larri Flach reforça a importância de contribuir. “Se tu tem condições de ajudar, ajuda. O que a gente faz pode ser uma bênção para quem precisa. É gratificante ver esse espaço sendo usado pela comunidade”.

Seis anos depois, a Horta Comunitária de Canabarro se consolida como um exemplo de transformação coletiva, onde o cultivo vai além da terra e fortalece vínculos, sonhos e o futuro da comunidade

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