O Brasil voltará a ter dois representantes na Fórmula 1 em 2027. Com a chegada de Rafael Câmara à categoria, o pernambucano se juntará ao paulista Gabriel Bortoleto e retomará uma presença dupla no grid que não ocorre desde 2016.
A temporada mais recente com dois brasileiros foi marcada por Felipe Massa, na Williams, e Felipe Nasr, na Sauber. No ano seguinte, Massa passou a ser o único representante do país e encerrou a carreira ao fim de 2017.
Depois disso, o Brasil ficou sem pilotos titulares até a estreia de Bortoleto, em 2025, sem considerar as duas participações de Pietro Fittipaldi como substituto em 2020.
Tradição brasileira
A presença de mais de um brasileiro na Fórmula 1 fez parte de boa parcela da história da categoria. Em 1952, Chico Landi e Gino Bianco representaram o país. Quatro anos depois, Nano da Silva Ramos ocupou a segunda vaga brasileira.
A participação cresceu a partir da década de 1970, quando Emerson Fittipaldi chegou à categoria. Em 1972, Wilsinho Fittipaldi e José Carlos Pace se juntaram ao grid.
Nas décadas seguintes, nomes como Ayrton Senna, Nelson Piquet, Rubens Barrichello, Christian Fittipaldi, Maurício Gugelmin e Roberto Pupo Moreno ajudaram a manter a presença nacional no automobilismo mundial.
Nova geração
A chegada de Rafael Câmara é mais um passo para a nova geração do automobilismo brasileiro. Antes de alcançar a Fórmula 1, o piloto construiu trajetória nas categorias de base, enquanto Bortoleto já abriu caminho para o retorno do país à principal categoria do esporte.
A temporada de 2027 será a 78ª da história da Fórmula 1. Em 46 delas, o Brasil teve pelo menos dois pilotos no grid, o equivalente a aproximadamente 59% das temporadas.

