Surto de “mão-pé-boca”: saiba como identificar a doença

Conforme a Vigilância Endemiológica de Teutônia, foram cinco notificações em uma escola infantil, contudo há informações extraoficiais de mais casos

Como diz o nome, a doença “mão-pé-boca” atinge diretamente essas partes do corpo. Comum em crianças de até 5 anos, Teutônia e municípios da região apresentaram vários casos nas últimas semanas. Conforme números da Vigilância Endemiológica de Teutônia, foram 15 notificações em duas escolas infantis, contudo há informações de mais casos extraoficiais.

O médico pediatra Fausto Steckel explica que é uma infecção viral contagiosa caracterizada por pequenas feridas avermelhadas na cavidade oral, mãos e pés. A doença está geralmente vinculada ao vírus Coxsackie, da família dos ‘enterovírus’. Ela pode durar de três a seis dias, mas fica nas fezes da criança por cerca de quatro semanas, assim o vírus pode ser transmitido. “Assim como os vírus da gripe, bronquiolite, catapora, gastroenterite, entre tantos outros que acometem as crianças. Este vírus apresenta sintomas inespecíficos, como coriza nasal, diarreia, vômitos, dor de cabeça, febre alta e persistente, mas principalmente bolinhas vermelhas espalhadas pelo corpo”, esclarece.

Assim como em outros vírus, nesta doença é importante que a criança faça repouso, procure um médico para receber orientações e medicamentos, ingira mais líquido e siga com os cuidados prescritos. “Assim como uma gripe, ela tende a se autoeliminar do corpo”, ensina.

O comum é a transmissão ocorrer pela via fecal/oral, através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções ou apor meio de alimentos e de objetos contaminados. As feridas causadas na pele também podem transmitir a doença. E a época mais comum, é entre outono e inverno, pois as pessoas ficam em locais mais fechados e com menos ventilação.

NA REGIÃO

O pediatra não sabe a quantidade exata de casos que já atendeu em Teutônia com o vírus, mas ressalta que na região várias crianças já apresentaram sintomas. “Em Colinas já foram mais de 20 atendimentos”, contabiliza.

Lajeado já registrou casos da doença também, conforme a Vigilância Epidemiológica foram cerca de 70 notificações.

Em Imigrante, segundo a assessoria de imprensa, são cinco confirmados;

Já Estrela, Fazenda Vilanova e Poço das Antas, afirmam que não há registro da doença nas escolas.

NO RS

No dia 23 de março, o Governo do Estado emitiu um alerta sobre surtos da doença. De acordo com a nota emitida pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), já foram notificados 20 surtos neste ano.

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