Correta separação do lixo representa sustentabilidade e economia

A separação e correta destinação do lixo é um tema cada vez mais fundamental. A preocupação com o meio ambiente e seus impactos coloca o tema ainda mais em evidência. Mas, além da questão de sustentabilidade, aprimorar a separação, reciclagem e destinação do lixo pode representar economia para os municípios.

Em Teutônia, são 415 toneladas de lixo por mês produzidas. Deste total, em torno de 20% é reciclado. Cerca de 30%, ou seja, 125 toneladas são de lixo orgânico. Este material poderia ser descartados em composteiras nas casas. Só o lixo orgânico poderia representar R$ 21 mil de economia por mês se não precisassem ser enviados para o Aterro de Minas do Leão. “Seria uma economia fantástica, recurso que poderíamos investir em outras coisas”, afirma a secretária de Agricultura e Meio Ambiente de Teutônia, Lídia Dhein.

O subsecretário Luciano Carminatti diz que este valor é de um cálculo rápido, avaliando profundamente, a economia poderia ser ainda maior.
Ainda há pneus, latas de tintas, embalagens de óleos, agrotóxicos, pilhas, lâmpadas, eletrônicos – com campanhas de recolhimento específicas ou logística reversa (devolver no ponto de venda), mas que, atualmente, são descartados junto com o lixo comum e acabam no aterro. “As empresas que vendem deveriam receber [esses materiais descartados]”, reforça.
Com o reaproveitamento do material orgânico com compostagem e tendo a logística reversa em pleno funcionamento, a estimativa da secretária Lídia é que Teutônia poderia diminuir 50% do peso mensal, o que geraria economia de R$ 40,5 mil mensais, ou quase R$ 500 mil por ano. “O Município precisa se preocupar com isso e dar o destino correto, mas seria uma economia fantástica que faríamos”, pondera.

Compromisso de todos

A secretária destaca que as pessoas costumam botas seu lixo na frente de casa, e a partir dali não se preocupam mais. Mas, não fazem ideia de toda a logística por trás do serviço.
O subsecretário, Luciano Carminatti, destaca que o lixo é responsabilidade de quem produz. “Temos que ter a consciência que o meio ambiente é de todos, todos precisamos cuidar e nos responsabilizarmos pelo lixo que produzimos. É importante que as pessoas se conscientizem e cuidem da maneira que estão encaminhando o lixo”, explica Carminatti.

Ele avalia que a melhor forma de reduzir os efeitos nocivos do lixo para o meio ambiente e para as pessoas é a educação. “Em Teutônia precisamos orientar um pouco melhor as pessoas, ou as pessoas deveriam se conscientizar melhor da importância que tem de ter um cuidado especial com o lixo que produzimos”, aponta.

Carminatti destaca ainda que muitas pessoas justificam que não separam o lixo porque todos os resíduos são descartados no mesmo caminhão. Porém, ele explica que, quando acondicionados corretamente nas sacolas, os lixos não se misturam. Chegando ao aterro, todo material é separado pelos trabalhadores da cooperativa que atua no local. Assim, o material que é reciclável é destinado para o reaproveitamento. “Esse é o trabalho que o município faz, e ali está o segredo que facilita e dá outro destino. Hoje dá um valor muito alto de material que vem misturado e é difícil de separar, dá um volume muito maior que precisamos mandar embora”, esclarece.

Ele afirma que o município faz reciclagem com excelência, mas que precisa que as pessoas, em suas casas, façam a separação correta em diferentes sacolas.

Ações educativas

Na comunidade, diversas ações tem incentivado a correta separação do lixo, reaproveitamento de materiais e compostagem de material orgânico. A secretária Lídia considera que, em parte, se sente o impacto destas iniciativas.

Ela destaca principalmente atividades feitas em escolas. Cita como exemplo as visitas ao aterro sanitária durante a Semana do Meio Ambiente. “As crianças puderam ver de que maneira está chegando este lixo lá no aterro”, complementa.

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