Agroindústrias de Teutônia e Fazenda Vilanova são sucesso do Pavilhão da Agricultura Familiar

O queijo Hundert Tage, da Queijos Artesanais Dorf, de Teutônia, é uma das novidades que tem tido grande aceitação do público.

Os corredores cheios, a grande oferta de degustações e as sacolas carregadas comprovam o sucesso do Pavilhão da Agricultura Familiar na Expovale + Construmóbil 2024. Os 50 estandes de agroindústrias familiares e artesanato rural viabilizados pela Secretaria de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul (SDR RS) e com apoio institucional da Emater e Fetag RS são um destino irresistível para quem visita a feira, concentrando os já tradicionais sabores e novas delícias que conquistam os olhos e o paladar dos visitantes.

O queijo Hundert Tage, da Queijos Artesanais Dorf, de Teutônia, é uma das novidades que tem tido grande aceitação do público. Premiado em 2023 no concurso estadual e também no nacional, o produto se diferencia por ser produzido a partir do leite cru e por ter uma maturação de 100 dias, resultando em um sabor mais intenso. O proprietário Jacson Jacobs conta que iniciou o negócio há cerca de quatro anos e que hoje a produção 100% própria gera 12 diferentes tipos de queijos, sendo eles da linha colonial, temperada, maturação especial, parmesão e zero lactose. Todo eles estão disponíveis na feira e podem ser adquiridos a partir de R$ 30,00.

No espaço ao lado, o destaque é a degustação da linguiça quente oferecida pela também teutoniense Kolonie Haus. Segundo o proprietário Everson Dias, o empreendimento comercializa derivados do suíno, tendo além da linguiça, torresmo, banha e morcilha, originadas de uma produção semanal média de mil a 1,5 mil quilos. “A gente procura fazer um produto o mais colonial possível”, afirma. O carro-chefe é a linguiça colonial com tempero especial para feira, que é aquecida no microondas para ser consumida quente, a qual é vendida por R$ 15,00 o par, que equivale a cerca de 450g.

Já pra quem não abre mão de um bom chimarrão, a RS Cuias é uma opção. Com 25 anos, a agroindústria da Rosenilda Rodrigues é de Fazenda Vilanova e tem uma produção totalmente artesanal, desde a plantação do porongo até a personalização à laser, cujo processo leva cerca de nove meses. As cuias podem ser personalizadas com dizeres gaúchos, frases e outras preferências pessoais e são comercializadas ao custo de R$ 40,00.

Projeção otimista

De acordo com assistente técnico regional em Horticultura e Abastecimento da Emater, Lauro Edilso Bernardi, o feedback dos expositores é positivo e a expectativa é de que os resultados superem os de 2022, alcançando números ainda melhores nos últimos dias do evento. “É consenso que vamos superar as vendas da última edição da feira. Acredito que aos moldes da Expointer, que aumentou em 20% as vendas,  aqui vai se repetir algo parecido”, projeta. Na sua avaliação, o acesso direto do consumidor aos produtos típicos da cultura regional, de alta qualidade e com diversidade, garante que o espaço das agroindústrias e artesanato rural seja valorizado e reconhecido cada vez mais.

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