Quase um ano depois de perder a casa em um incêndio, Celso Larssen, Marta Eliana Cardoso e Luani Mueller voltaram ao lugar que chamavam de lar. Na manhã de sábado (1º/8), eles inauguraram a nova residência reconstruída em Linha Catarina, zona rural de Teutônia, resultado de uma mobilização que reuniu voluntários, empresas, entidades e doadores de diferentes localidades.
O incêndio ocorreu em 6 de setembro de 2025 e obrigou a família a deixar o imóvel imediatamente. Antes que a reconstrução pudesse começar, Marta, Celso e Luani precisaram encontrar um lugar para morar. Foi então que encontraram acolhimento na propriedade da diretora de escola Viviane Wiebusch.
O que seria uma solução provisória acabou se estendendo por boa parte dos 11 meses até a conclusão da obra. “Assim que ocorreu o incêndio, pensamos de que forma poderíamos ajudar para amenizar um pouco daquela dor. Como temos um quiosque na nossa propriedade, resolvemos oferecer o espaço. A princípio imaginávamos que seria algo provisório, por um período curto”, relembra Viviane.
Ainda no domingo seguinte ao incêndio começaram a chegar roupas, alimentos, móveis e outros donativos. Nos meses seguintes, a mobilização ganhou força com rifas, jantares beneficentes, campanhas de arrecadação, doações por meio de vaquinhas e o apoio de empresas que contribuíram com materiais e serviços para a obra. Entre elas, a empresa onde o casal trabalha doou o telhado da nova residência.
Ao acompanhar toda essa mobilização, Viviane afirma que o período também fortaleceu os laços entre as famílias. “Recebemos muitas visitas, compartilhamos muitos momentos juntos e eles passaram a fazer parte do nosso grupo de vizinhos. Criou-se um vínculo muito forte de amizade. Hoje chegou o dia de inaugurar esse espaço que volta a ser deles”, afirma.
“Hoje é dia de agradecer”
Diante das pessoas que acompanharam a reconstrução da casa, Marta fez questão de agradecer o apoio recebido e relembrar a caminhada vivida pela família até aquele momento. “Fazem exatamente 11 meses que a gente teve a perda da casa, do nosso lar, da nossa história. Foi dolorido, foi sofrido, foi doce e amargo ao mesmo tempo. O que mais comoveu foi que a gente não tinha nada e, no fim, a gente tinha tudo. Que era a vida, que eram os amigos, a parceria, a empatia e um ato de solidariedade que jamais a gente vai conseguir explicar”, disse.
Para Marta, a nova residência simboliza o resultado do envolvimento de todas as pessoas que abraçaram a causa. “A gente conseguiu reconstruir com a ajuda de todos. E não foram poucos. Hoje é dia de agradecer. A gente volta para um novo espaço e, se continuar vivendo com o esforço, a batalha e o empenho desses últimos meses, vai ser muito feliz aqui. A gente voltou mais forte e tem muito mais motivos para sorrir”, afirmou.
Ao agradecer o apoio recebido, Marta também falou sobre as amizades fortalecidas ao longo desse período. “Ficamos mais amigos dos nossos amigos e fizemos amigos novos. O bom mesmo é não precisar passar por uma situação como essa, mas, do jeito que a gente precisou, a gente teve com quem contar. Eles fizeram toda a diferença na vida da nossa família”, concluiu.

