A trajetória da empreendedora e neuroterapeuta Cristiane Angst é um retrato de coragem, autoconhecimento e aprendizado contínuo. À frente do Instituto Angst e da marca Cris.Ordem, Cris, como é conhecida, compartilhou no Programa Empreendedoras em Ação momentos decisivos da sua caminhada, marcada pela superação de bloqueios, mudanças de carreira e um propósito voltado à cura emocional e mental.
O despertar do empreendedorismo
Viveu os primeiros passos no mundo dos negócios ainda jovem, atrás do balcão do mercado da família empreendedora. A verdadeira virada de chave no empreendedorismo autônomo ocorreu em 2018. Mãe de duas crianças, buscou técnicas de organização doméstica para solucionar a sobrecarga da própria rotina. O aprendizado culminou na formação como personal organizer, um termo ainda pouco compreendido, com o qual passou a prestar serviços de organização física em espaços.
A coragem na transição de carreira
Cris conciliou a prestação de serviços de organização com o mercado da família em Teutônia, onde seus pais atuavam há mais de 30 anos. Contudo, uma mentoria individual revelou que manter o comércio familiar não representava o seu verdadeiro sonho. Vencer o medo de desonrar a história construída pelos pais e enfrentar o julgamento alheio exigiu maturidade. Ao dialogar abertamente com o pai, Cris encontrou total apoio e compreendeu que o encerramento de ciclos é algo natural na gestão, sentindo um imenso alívio ao efetuar a venda da empresa familiar para focar em seu propósito.
“A medicina das emoções”
Ao atuar na organização de lares, Cris percebeu que a desordem externa refletia diretamente o estado interior das pessoas. Ela própria enfrentava uma busca angustiante pelo perfeccionismo e sentia uma raiva interna. A busca por soluções pessoais levou à “medicina das emoções” e à neuroterapia, que propiciaram uma vida com mais leveza. Compreendendo que a harmonia do ambiente acalma a mente para que o indivíduo olhe para dentro, Cris transicionou da organização física para a organização mental.
Independência e conexões
O espírito curioso e visionário de Cris já havia se manifestado aos 18 anos, quando tomou a coragem de embarcar sozinha para um intercâmbio de 3 anos na Suíça. Trabalhou no comércio de laticínios e no gerenciamento de um aviário e mercado local. Além do aprendizado profissional, a experiência reservou um encontro marcante: conheceu lá seu futuro esposo, também brasileiro e gaúcho, trazendo-o “na bagagem” de volta ao Brasil. Hoje, é seu parceiro de vida e de troca de experiências na jornada empreendedora.
Cocriar e acelerar o tempo
Ao compreender que 95% das decisões e comportamentos são regidos pelo inconsciente, Cris aprofundou seus estudos em física quântica, mente e vibração. Ela defende a capacidade de “cocriar e acelerar o tempo” ao assumir a responsabilidade pela própria realidade. Um exemplo dessa prática foi a incorporação ao seu instituto de uma tecnologia de diagnóstico de origem alemã, com mais de 25 anos de mercado, trazida ao Brasil em menos de um mês após mentalizar e rastrear a oportunidade.
Leque de terapias
Cris trabalha a desconstrução de crenças limitantes sobre escassez e dinheiro, como o mito de que o trabalho precisa ser sofrido para ser digno. Para restaurar a prosperidade e o equilíbrio emocional, utiliza um amplo leque terapêutico personalizado. O atendimento combina reprogramação mental, constelação familiar, arquétipos, reiki, alinhamento de chakras, afirmações e mantras, óleos essenciais e frequências sonoras.
Filhos como maiores propulsores
Mãe de Estela e Matias, Cris enxerga a maternidade como o maior espelho de autoconhecimento. Quando a filha enfrentou dificuldades escolares, Cris identificou que a menina refletia seus próprios bloqueios da infância. Ao reprogramar suas próprias dores e medos internos, a mudança da filha foi consequência. Hoje, sua rotina dinâmica, de trabalho e estudos, é mantida graças a uma sólida rede de apoio familiar dos avós.
O desafio de desacelerar
Com múltiplos papéis, mãe, esposa, empresária, catequista e tesoureira comunitária, Cris enfrentou durante muito tempo o vício da hiperprodutividade e a angústia de “não conseguir ficar sem fazer nada”. Ao anotar tarefas diárias para dar descanso ao cérebro, aprendeu a priorizar a desaceleração. Hoje, valoriza momentos simples como colocar meditar e ler livros sem a obrigação de ir até o fim caso a leitura não seja prazerosa.
90 dias para as transformações
Com consultório em Teutônia e atendimentos em Lajeado, acolhe pessoas que buscam superar dores como ansiedade, depressão e a falta de prosperidade. Após uma sessão diagnóstica inicial gratuita, Cris enfatiza que são necessários no mínimo 90 dias de acompanhamento contínuo. Embora especialistas afirmem que 21 dias bastem para criar um hábito, Cristiane defende que o período de três meses é o tempo essencial para que o corpo e a mente se reprogramem e se transformem.

