A estrelense Paloma Schilling estreou sua faixa-preta de Jiu-Jitsu de uma forma marcante. No domingo (1º/11), ela participou do AJP Tour Gramado e venceu as duas lutas que disputou, ambas por finalização.
No primeiro combate, aplicou uma chave de panturrilha; no segundo, definiu o confronto com um triângulo.
A participação traz um novo capítulo na trajetória da atleta, que chegou à graduação máxima depois de 12 anos de prática. Professora na Academia Vértice-83, em Estrela, Paloma conta que aguardava a oportunidade de estrear a faixa-preta em um campeonato há um bom tempo.
Apesar da preparação, a experiência trouxe uma dose extra de ansiedade. “Confesso que fiquei mais nervosa do que o habitual, mas foi muito bom. Esperei por isso ansiosamente. Tentei alguns campeonatos mas não deram certo pela falta de rivais, é gratificante poder voltar a lutar”, relata.
O desempenho em Gramado foi definido por duas técnicas diferentes. As finalizações garantiram as vitórias e marcaram a primeira participação de Paloma em uma competição como faixa-preta.
A mudança de graduação também a apresenta para um novo cenário competitivo. A atleta explica que, entre as mulheres, nem sempre é simples encontrar oponentes que estejam na mesma faixa e tenham condições de disputar a mesma categoria.
A dificuldade pode limitar as oportunidades de luta, especialmente nas graduações mais altas, em que o número de praticantes é menor.
A situação não é nova para Paloma. Ao longo da trajetória, ela enfrentou desafios para encontrar adversárias compatíveis, seja pela graduação ou categoria de peso.
No Jiu-Jitsu feminino, a permanência das atletas ao longo dos anos é importante para ampliar as chaves e permitir mais confrontos entre competidoras de nível semelhante.
Expectativas
Mesmo com o calendário competitivo deste ano próximo do encerramento, Paloma projeta novas oportunidades para 2027.
A expectativa é de que o número de adversárias na faixa-preta aumente, especialmente com a graduação de atletas que atualmente estão na faixa-marrom.
“Para este ano, a agenda está próxima do fim, mas acredito que haverá mais chances no ano que vem, até pelo fato de as meninas conquistarem a graduação para a faixa-preta”, afirma.
A atleta vê a chegada de novas competidoras como uma possibilidade de ampliar as disputas e tornar os confrontos na categoria um pouco mais frequentes. A estreia em Gramado, com duas vitórias por finalização, pode ser um primeiro passo nessa nova fase.
Com 12 anos dedicados à modalidade, Paloma também divide a rotina de atleta com o trabalho como professora na Vértice-83, onde acompanha a evolução de alunas e incentiva a participação feminina no tatame.


