Empresários de Teutônia protestam pelo funcionamento de serviços e comércio

Muitos empresários e comerciantes de Teutônia se reuniram nesta terça-feira (9/3) em ato de protesto. O objetivo principal foi mostrar nossa insatisfação e preocupação com o fechamento do comércio. Eles pedem a abertura do comércio e serviços considerados não essenciais na cidade sob o argumento de que o contágio não acontecem nestes estabelecimentos, onde são cumpridas medidas preventivas.

A carreata iniciou as 13h em frente a Associação da Água, e seguiu Avenida Um Leste até a prefeitura. O objetivo é que hajam alterações no decreto que impede estas empresas de abrirem. Nos carros, foram pendurados cartazes escrito “todos os comércios são essenciais”, “queremos trabalhar”, “nós não somos culpados” e outras frases. Conforme apurado pela reportagem, participaram cerca de 70 veículos.

Uma das pessoas a frente da organização é Suélin Petter, que tem uma loja de roupas. Ela afirma que o comércio está sendo punido por algo que não é de sua culpa por não ser o foco de transmissão do Coronavírus. “Sabemos da gravidade do momento e não queremos ser negligentes, mas reivindicamos por uma flexibilização nas medidas, como atender um cliente por vez em salão de beleza, e pelo menos o modelo take away nas lojas, ou atendimento marcado”, sugere ela.

A empresária destaca que os comércios não tem as longas filas dos mercados, bancos e lotéricas, então pede justiça “pois se não, as empresas não vão resistir e vão fechar, o desemprego será grande”, diz.

Uma das participantes é a empresária Ana Júlia Dietze, que possui um estabelecimento de cuidado animal no Bairro Languiru. Ela considera que em seu negócio, seria viável buscar os animais, fazer o serviço e levá-lo de volta sem acarretar aglomerações, “mas nem isso pode”. Ana destaca que há fábricas maiores, como de calçados, onde há aglomeração de pessoas e mesmo assim, estão podendo trabalhar. “Como somos empresas pequenas, temos condições de poder abrir o estabelecimento, agendar horários e não aglomerar pessoas”, disse.

Muitas empresas já tiveram a experiência de trabalhar com estas normas durante a pandemia, mesmo com redução na demanda de trabalho. “Este movimento é para mostrar que a gente precisa trabalhar e que todo trabalho é essencial. Todo trabalhador precisa de seu dinheiro”, conclui Ana.

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