Tratamento do chorume do aterro sanitário já é uma realidade em Lajeado

A Prefeitura de Lajeado, através da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), apresentou nesta quarta-feira (13/11), o processo de tratamento do chorume proveniente do aterro sanitário do município, instalado no Bairro Conventos. A explicação dos processos foi feita pelo engenheiro químico Antônio Mallmann, responsável técnico da empresa M2K, contratada pelo município para resolução do problema do chorume que não vinha sendo tratado. Acompanhados de jornalistas, servidores da Sema, e funcionários da empresa M2K, o prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, e o titular da Sema, Luis Benoitt, acompanharam a apresentação.

Conforme Benoitt, a empresa foi contratada de modo emergencial para resolução do problema do chorume que não era tratado. “Em dias de chuva, as lagoas transbordavam e o chorume atingia um afluente do Arroio Saraquá”, relata Benoitt. O secretário destaca que o custo da operação contratada pelo município é de R$ 60,00 por m³ de poluente tratado. “Foi o melhor custo benefício encontrado, já que pesquisamos outros processos que chegavam ao valor de 150 reais por metro cúbico bruto que seria destinado a Canoas”, explica o secretário. Ele salienta, inclusive, que resultados analíticos apontam índices de poluentes muito abaixo do que a legislação exige para o tratamento do chorume.

Engenheiro químico Antônio Mallmann explicou sobre os processos que envolvem o tratamento do chorume

Conforme Mallmann, a planta de tratamento do poluente foi inspirada em tecnologias alemã e canadense, sendo um projeto híbrido que contempla o melhor de cada uma das tecnologias. Segundo Mallmann, o tratamento de 25 mil litros de chorume se dá em um período de 8 a 10 horas, denominado batelada, e se divide em quatro etapas. A primeira delas consiste no stripping de amônia, ou seja, quando a amônia é removida através da aeração, evaporando para a atmosfera. A segunda etapa consiste na remoção físico química dos contaminantes sólidos por meio da decantação. Nessa etapa, se obtém a clarificação da água, que também perde o cheiro. Já a terceira etapa separa, por meio de membrana, a água limpa dos resíduos sólidos. Na quarta etapa, ocorre a prenssagem do lodo proveniente das primeiras três etapas do tratamento. Ao retirar toda água do lodo, ele pode ser devolvido ao aterro sanitário e a água tratada destinada para o afluente do Arroio Saraquá. De acordo com Mallmann, a planta instalada para tratamento do chorume em Lajeado é uma das poucas plantas públicas existentes em todo país. A estrutura foi instalada em agosto deste ano e a operação foi iniciada ainda em setembro.

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