Emissão de Notas Eletrônicas e vendas na indústria e no varejo registram melhor desempenho desde o início da pandemia

Em relação ao ICMS, arrecadação acumulada no ano tem queda de R$ 843 milhões em comparação com 2019

A Receita Estadual divulgou na quarta-feira (21/10) a 27ª edição do boletim sobre os impactos da Covid-19 nas movimentações econômicas dos contribuintes de ICMS do Rio Grande do Sul. A publicação, baseada nos dados dos documentos fiscais eletrônicos e outras informações fiscais, aponta que a última quinzena de análise, entre 3 e 16 de outubro, registrou o melhor desempenho desde o início da pandemia para uma série de indicadores, como a emissão de Notas Eletrônicas e as vendas na indústria e no varejo. O boletim completo está disponível no Receita Dados (portal de transparência da Receita Estadual).

A emissão de Notas Eletrônicas (NF-e + NFC-e) apurou variação positiva pela sétima quinzena consecutiva frente a períodos equivalentes de 2019. O desempenho de +14,9% é o melhor desde o início da crise. Antes disso, o melhor resultado havia ocorrido entre 22 de agosto e 4 de setembro, com +7,8%. O pior resultado aconteceu no início de abril, com -18,7% de variação. Agora, no acumulado do período de análise (16 de março a 16 de outubro), a redução é de -1,3%, ou seja, cerca de R$ 25 milhões deixaram de ser movimentados, em operações registradas nas notas eletrônicas, a cada dia.

Em relação ao ICMS, a arrecadação acumulada do imposto no ano é de R$ 28,11 bilhões – queda de R$ 843 milhões (-2,9%) frente ao ano anterior. A visão parcial da arrecadação em outubro, até o dia 15 do mês, corrobora o cenário de recuperação, indicando crescimento de +17,2% (R$ 334 milhões) na comparação com o mesmo período de 2019, em números atualizados pelo IPCA.

O resultado dá sequência ao desempenho positivo verificado em agosto, que registrou crescimento de +1,7% (R$ 50 milhões), e setembro, que apurou +9,8% (R$ 300 milhões). Antes, a arrecadação de ICMS havia crescido +4% em janeiro e +6,7% em fevereiro, seguido por quedas de -0,3% em março, -14,8% em abril, -28,6% em maio, -13,9% em junho e -5,3% em julho.

Na análise da emissão de notas, as vendas na indústria e no varejo também apresentaram performance significativa. Ambas as atividades obtiveram resultado recorde na última quinzena, com +25,8% e +10,5% de variação frente a períodos equivalentes do ano anterior, respectivamente.

Para a indústria, essa foi a oitava quinzena consecutiva de variação positiva, fazendo com que o resultado acumulado do período da crise agora seja de -1,1%. Para o varejo, essa foi a sexta quinzena seguida de aumento interanual da atividade, que agora acumula queda de -5,6% entre 16 de março e 16 de outubro. Além disso, o período também foi positivo para o atacado, que voltou a apresentar variação positiva (+2,1%) após três quinzenas de leve queda.

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