Mamógrafo em manutenção deixa pacientes sem diagnóstico em Teutônia

O Dia Nacional da Mamografia foi celebrado domingo (5/2). Porém, munícipes de 14 cidades do Vale do Taquari, que possuem contrato com o Hospital Ouro Branco de Teutônia, não puderam comemorar. Isso porque o mamógrafo da casa de saúde, inaugurado ao fim de 2011, está estragado desde 14 de dezembro de 2022, deixando a população sem o importante exame diagnóstico.

Conforme o diretor-executivo do HOB, José Paulinho Brand, o hospital possui contrato mensal de 150 mamografias com as prefeituras. “Até agora, aproximadamente 250 exames estão em atraso pelo contrato, fora os prejuízos de não atender a demanda particular e da Unimed”, lamenta. A média total de exames hoje chega a 210 mensais.

O aparelho, que passa por conserto em São Paulo, foi adquirido por meio de repasse da Consulta Popular de 2009 e de emenda parlamentar, no valor de R$ 100 mil cada. Segundo Brand, um retorno dos técnicos sobre o equipamento está previsto para esta quinta-feira. “Ele já está bem utilizado, e temos ciência de que precisa ser substituído”, pontua.

O diretor-executivo enfatiza que o hospital possui vários pedidos de emendas parlamentares para adquirir, dentre outros recursos, um novo mamógrafo digital, que custa em torno de R$ 1 milhão.

Em 2021, o então senador Lasier Martins e os deputados da Bancada Gaúcha receberam do Executivo Municipal 15 projetos desenvolvidos pelo Hospital Ouro Branco, que juntos somavam investimentos de mais de R$ 12,3 milhões. Dentre eles, estava a aquisição de um mamógrafo digital. “Cobramos insistentemente do senador Lasier, do deputado federal Giovani Cherini e de outros, mas ainda não obtivemos retorno”, comenta.

O equipamento integra o Centro de Diagnóstico por Imagem do HOB, atendendo pacientes ambulatoriais provenientes dos postos de saúde de diversos municípios, de consultórios particulares, da Central de Convênios e da Consulta Clínica.

Somatório

As despesas do hospital com o mamógrafo se somam às do aparelho de tomografia, cujo tubo (coração do equipamento) está no limite da sua vida útil e precisa ser trocado. O assunto foi destaque, inclusive, da edição impressa da Folha Popular de sábado (4/2).

Conforme previsões da casa de saúde, o tomógrafo tem uma sobrevida máxima de dois meses. “Estamos numa saga em busca de R$ 580 mil para realizar a troca do tubo”, completa o diretor-executivo.

Diagnóstico precoce

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre 2023 e 2025, pelo menos 74 mil novos casos anuais de câncer de mama devem ser identificados no Brasil.

A mamografia ainda tem papel fundamental na identificação de casos precoces da doença, reduzindo a mortalidade pela mesma entre 25% e 40%. A detecção do câncer em sua fase inicial aumenta as chances de cura em até 95%.

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