Orçado em R$ 15 milhões, Complexo do Cristo Protetor deve ser entregue em novembro

Lançamento oficial ocorreu no dia em que se completam dois anos da morte do idealizador, o ex-prefeito Adroaldo Conzatti.

Na noite deste domingo (19/3), a Associação Amigos de Cristo, responsável pela obra do Cristo Protetor, em Encantado, apresentou para a comunidade regional a nova identidade visual e o complexo do Cristo Protetor. O evento ocorreu no dia em que completam dois anos da morte do idealizador do projeto e ex-prefeito do município, Adroaldo Conzatti.

Contruído pelas arquitetas Daniela de Conto, Gislaine Castoldi, Thais Castellani e pela engenheira Lais Ferreira, o projeto foi apresentado com detalhes ao público presente no auditório do Sicredi Região dos Vales.

A obra, disposta em 14.348 m², deverá ser concluída até final de novembro de 2023. Orçado em R$ 15 milhões, o empreendimento será financiado pelo Sicredi. Segundo o empresário e membro da associação, Rafael Fontana, o valor adiantado pelo banco será retornado em parcelas conforme a movimentação financeira de visitantes no local.

Conforme o prefeito de Encantado, Jonas Calvi, o eventou concretiza muitos passos que foram dados anteriormente, e ver o apoio da comunidade dá ainda mais forças e certeza de que se está no caminho certo. “Queremos muito que o Cristo se desenvolva, que o município desenvolva, mas que possamos ter um crescimento ordenado. Esse momento demonstra tudo o que fizemos de forma clara e transparente, dando segurança para investidores que queiram aplicar seus recursos no complexo e também nas obras do Município, como o Jardim do Acolhimento”, citou . Além da estátua do Cristo, o parque contará com diferentes edificações:

  • uma capela de vidro em meio à mata nativa;
  • a Fonte dos Apóstolos, com 12 jatos d’água para representar os apóstolos escolhidos por Jesus;
  • o Caminho dos Salmos, trajeto que demarcará o ponto-chave da peregrinação, tendo início no portal de entrada do parque até a estátua do Cristo, com citações dos respectivos salmos da Bíblia.
  • a Fonte da Vida, situada no pedestal da obra, com oito nichos em cor preto, simbolizando a ressureição de Jesus Cristo;
  • o Monte das Oliveiras, representando o local onde Jesus realizava sermões para seus discípulos e seguidores;
  • a Placa dos Doares (junto ao pedestal), que guardará os nomes das pessoas que contribuíram, de forma espontânea, para a construção da obra;
  • bilheteria;
  • praça de alimentação;
  • 77 sanitários, sendo 35 femininos, 36 masculinos, quatro PNE e dois família;
  • oito salas comerciais.

Sustentabilidade

O projeto prevê o aproveitamento da água da chuva para o paisagismo e uma estação de tratamento do esgoto para todo o complexo. “O maior desafio encontrado foi conciliar toda infraestrutura necessária para bem receber o turista, sem agredir o meio ambiente. As edificações e os acessos têm que andar em harmonia com a fauna e flora, e conseguimos isso, respeitando e aproveitando o que o Criador nos ofertou”, disse a arquiteta Daniela de Conto.

Identidade visual

A nova identidade visual do projeto também foi oficialmente lançada. Segundo Paula Rizzi, designer da agência Konce, o projeto utilizou na construção conceitual da marca os temas natureza/vale, sol e monumento. As cores verde, amarelo e azul contemplam, respectivamente, a natureza do Vale do Taquari, a vista do sol, céu e do rio Taquari vistas a partir do Cristo Protetor.

Como forma de agradecimento, a associação deu as primeiras camisetas com a nova logomarca do projeto aos primeiros doadores, que ajudaram a dar início à execução da obra. Dentre eles esteve a representante do Clube Recreativo Encantadense, Renira Turatti Ost.

Segundo ela, a doação para a obra do Cristo foi a maior da história do clube, seguida pela instalação do videomonitoramento da cidade. “Somos o clube mais antigo de Encantado, com 27 associados, e essas duas doações acredito que foram feitas em momentos fundamentais. O ex-prefeito Conzatti, que também era membro, pediu ajuda ao clube, visto que era o momento de alavancar a obra e trazer mais pessoas que acreditassem na ideia. Com isso, em 2018 doamos R$ 100 mil, e a partir de então houve movimentações para rifas e outras contribuições”, citou.

Renira cita que o sentimento de pertencimento e de orgulho da população foi devido a esta forte comoção com a obra. “Lá em 2016, quando Conzatti apresentou a proposta, eu e dezenas de outras pessoas criticamos. Como seria possível abraçar a obra sem dinheiro público? Já havia um Cristo, para que fazer outro? Mas quando o ex-prefeito nos disse que haveria um coração e que seria possível subir por dentro do Cristo até ele, mordi minha língua. Esse sim seria o diferencial dos demais”, lembrou. “Todo mundo pode sonhar, mas alguém tem que mobilizar a comunidade, e o Adroaldo fazia isso muito bem”, finalizou.

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