Sistema natural de filtração da água entra em operação no lago de parque de Estrela

O Governo de Estrela em parceria com o Colégio Martin Luther (CML) irá promover, de forma prática e presencial, a educação ambiental de alunos e paralelamente promover o desenvolvimento também ambiental e tecnológico de um conhecido cenário turístico de Estrela. Nesta sexta-feira (12/5), o projeto “Wetland, ilha flutuante do Parque” colocou em operação o sistema natural de filtração da água do lago do Parque Princesa do Vale.

O Colégio Martin Luther, visando atender os objetivos pedagógicos da instituição, especialmente no intuito de levar os alunos a desenvolver habilidades e competências relacionadas ao meio ambiente, propôs a parceria com o Governo, respaldada pelo apoio de setores das secretarias municipais de Desenvolvimento, Inovação e Sustentabilidade (Sedis) e da Infraestrutura Urbana, e em especial o departamento do Meio Ambiente. Assim, foi possível a implementação do sistema de “Ilhas Vegetadas Flutuantes” no popular ponto turístico.

Áreas como a do lago do Parque Princesa do Vale historicamente apresentam a presença de carga orgânica que eventualmente gera maus odores e queda do nível de oxigênio da água, fatos que prejudicam os organismos residentes ali. Desta forma, o composto instalado representa um método alternativo e eficiente através de um sistema de tratamento de águas por zona de raízes ou “wetlands”, que além de benéfico para o ambiente, também possui baixo custo de instalação e manutenção. Assim, a implantação deste equipamento se destinará exclusivamente a atividades pedagógicas ambientais relacionadas ao tratamento de águas pelas conhecidas “zonas de raiz”, nos chamados “Jardins Filtrantes”.

Estão à frente do projeto a professora de Itinerário Formativo de Ciências da Natureza do CML, Daniela Luísa Scheibel, e os alunos Ana Luiza Helfenstein (15 anos); Bruna Alexandra Kortz (16); Hanna Goldmeier (16) e Tiago Lyszkowski do Amaral (17); e o o biólogo Emerson Musskopf, que está dando suporte por parte do Meio Ambiente de Estrela ao projeto.

Balsa

O sistema ficará em uma balsa construída pelos alunos do CML, e o mesmo servirá de suporte para plantas que farão o natural processo de tratamento. “Os alunos, com uso de material artesanal e reciclado, construíram a balsa com suporte para plantas como a popular Taboa (Typha domingensis), o Lírio do brejo e a Heliconia, ou seja, algumas espécies nativas e outras exóticas não invasoras”, explica o biólogo Emerson Musskopf, que está dando suporte ao projeto por parte do Meio Ambiente de Estrela. Serão realizadas análises de qualidade da água antes, durante e após o experimento. “O período planejado para o experimento é de seis meses, com possibilidade de extensão por maior período de tempo dependendo dos resultados”, enaltece Emerson.

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