Governo do Estado publica decreto com revisões em benefícios fiscais

Medidas terão seus efeitos a partir de abril de 2024, mas serão revogadas se houver ajuste na alíquota do ICMS em 2,5%.

Os decretos de revisão de benefícios fiscais concedidos pelo Estado a setores produtivos do Rio Grande do Sul foram publicados em edição extra do Diário Oficial (DOE) de sábado (16/12). A medida foi adotada com a finalidade de garantir novas receitas caso não seja aprovado pelo parlamento estadual o ajuste na alíquota de ICMS de 17% para 19,5%. A votação está prevista para esta terça-feira (19/12).

Os decretos publicados no DOE entrarão em vigor em abril de 2024, contudo serão revogados caso a Assembleia aprove o ajuste de 2,5% no ICMS. O governador Eduardo Leite disse que a publicação ocorre “para dar absoluta transparência da extensão das medidas e permitir a melhor avaliação pela sociedade gaúcha dos caminhos disponíveis para garantir o equilíbrio das contas públicas no presente e a proteção da futura participação do Rio Grande do Sul no bolo tributário”.

A decisão de ajustar a alíquota de ICMS foi adotada por conta da reforma tributária aprovada em nível nacional na sexta-feira e por perdas de arrecadação em razão de medida unilateral adotada pelo governo federal. Como alternativa a essa iniciativa e focado nas receitas futuras do Estado, foi apresentado um plano de revisão dos benefícios fiscais.

Em 13 de dezembro, o governador detalhou a proposta a deputados da base e a líderes empresariais. Nova reunião com representantes de federações e entidades de setores produtivos foi realizada na sexta-feira (15/12). Conforme a apresentação, 64 setores produtivos estão sujeitos a serem impactados caso os decretos de revisão de benefícios passem a vigorar.

“O governo Eduardo Leite, na sua primeira gestão, fez as reformas possíveis do lado da despesa, o que proporcionou investimentos históricos no Estado. Agora, para dar continuidade a melhorias, é preciso recompor receitas que deixamos de ter a partir de 2022 por decisão do Governo Federal”, afirma o secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos. “Em anos anteriores, a alíquota era maior do que a proposta de 19,5%, ou seja, não há aumento de carga tributária.”

Mais Notícias

Tópicos Relacionados:

Publicações do Autor

Folha Popular – 13-6-2026

Na edição da Folha Popular deste sábado, você confere: Promotor constata interferência direta de vereadores para furar fila de atendimentos na Saúde de Teutônia. Prefeituras tomam...

Dois acidentes em sequência causam congestionamento na ERS-130, em Lajeado

Dois acidentes registrados em sequência provocaram lentidão no trânsito da ERS-130, em Lajeado, no fim da tarde desta sexta-feira (12/6). As ocorrências foram registradas...

Carro capota após colisão com caminhão na ERS-128, em Teutônia

Um acidente de trânsito envolvendo um automóvel e um caminhão foi registrado no início da noite desta sexta-feira (12/6) na ERS-128, em Teutônia. A...

Girando Sol divulga Relatório de Sustentabilidade e destaca crescimento em 2025

A Girando Sol lançou nesta sexta-feira (12/6) a terceira edição do seu Relatório de Sustentabilidade. A publicação reúne os principais resultados, projetos e indicadores...