INSS cria força-tarefa para atender beneficiários com BPC bloqueado

O benefício garante um salário mínimo por mês ao idoso com idade igual ou superior a 65 anos ou à pessoa com deficiência de qualquer idade

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) montará uma força-tarefa por 90 dias para atender as pessoas que tiveram o Benefício de Prestação Continuada (BPC) bloqueado recentemente. A suspensão atingiu os beneficiários que não se inscreveram ou não atualizaram informações no Cadastro Único (CadÚnico).Apesar de ser um benefício social, o BPC é pago pelo INSS.

As superintendências regionais do INSS avaliarão as unidades precisam de suporte adicional de servidores ao longo dos 90 dias de atendimento reforçado.

Nas agências do INSS, o beneficiário obtém informações sobre a revisão e registra o comparecimento à agência da Previdência. Além do atendimento presencial nas agências, é possível ligar na Central de Atendimento 135 e informar que a atualização ou a inscrição do CadÚnico está em andamento. Em todos os casos, o benefício é desbloqueado em até três dias.

Nos dois casos, comparecimento à agência ou ligação para o 135, o beneficiário terá um prazo para ir ao Centro de Referência e Assistência Social (Cras) do seu município. Apenas nos postos do Cras é possível se inscrever no CadÚnico ou atualizá-lo. O prazo é de 45 dias nos municípios com até 50 mil habitantes e de 90 dias para os municípios com mais de 50 mil habitantes. Quem não comparecer ao Cras terá o BPC suspenso.

Quem tem direito

Previsto na Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), o BPC garante um salário mínimo por mês ao idoso com idade igual ou superior a 65 anos ou à pessoa com deficiência de qualquer idade. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social coordena e repassa o dinheiro do benefício, com o INSS operando o pagamento nas agências.

Para ter direito ao BPC, é necessário que a renda por pessoa do grupo familiar seja igual ou menor que um quarto do salário mínimo e que o beneficiário e sua família estejam inscritos no CadÚnico. O cadastro deve ser feito no município onde o beneficiário reside, antes mesmo de fazer o requerimento.

Por não se tratar de aposentadoria, o BPC não exige contribuição para o INSS. O BPC não paga 13º salário e nem deixa pensão por morte.

Para consultar se o nome está na lista para fazer inscrição ou atualização cadastral no CadÚnico basta acessar o aplicativo Meu INSS e, com o número do CPF, fazer a pesquisa. Os beneficiários que moram em municípios do Rio Grande do Sul com situação de calamidade pública reconhecida não passarão pelo processo de inscrição no CadÚnico ou atualização cadastral neste momento.

*Com informações da Agência Brasil

Mais Notícias

Tópicos Relacionados:

Publicações do Autor

Folha Popular – 7-11-2026

Na edição da Folha Popular deste sábado (7/11), você confere: Acesso 9130 da RSC-453 terá caixa de brita em Imigrante. De Roca Sales, Gabriel Lorenço estreia...

Empresário de 81 anos desaparece após ser visto em São José dos Ausentes

A Polícia Civil, a Brigada Militar, a Polícia Rodoviária e o Corpo de Bombeiros estão mobilizados nas buscas pelo empresário Jacó Weiand, de 81...

PF prende dois homens por armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil no RS

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (6/11), a Operação Anteparo Digital, com o objetivo de combater o armazenamento e o compartilhamento de arquivos contendo...

Colisão entre dois carros deixa criança ferida na RSC-453, em Lajeado

Uma colisão envolvendo um Suzuki Vitara, com placas de Santa Cruz do Sul, e um Volkswagen Gol, emplacado em Lajeado, foi registrada na tarde...