Lojas Wessel buscam manter a tradição em Estrela

Após 103 anos de história, O Paladino encerrou suas atividades em 27 de novembro. O ponto agora é propriedade das Lojas Wessel, que o assumiu em 1º de dezembro. No momento, o espaço passa por reforma, a fim de reformular a loja e dar a cara da Wessel. A expectativa é que a obra termine em fevereiro, mas uma parte do espaço deve reabrir até o fim do ano. Até lá, o atendimento será on-line.

A negociação começou em outubro, de forma inesperada, já que os proprietários não tinham a intenção de abrir uma nova loja em Estrela. Com o anúncio da venda d’O Paladino, o objetivo mudou.

Mas a ligação entre as duas empresas não surgiu agora. Segundo Frederico Wessel, os primeiros itens comercializados pela família Wessel foram comprados n’O Paladino, em Estrela. “Como não existia nenhuma empresa aqui em Teutônia no segmento, esporadicamente, quando os clientes do escritório precisavam de algum item, este era fornecido por eles”, conta.

Em 1992, a Wessel contratou seu primeiro funcionário, que ainda está na loja. Em 1995, se consolidou no mercado, divulgando e comercializando os seus próprios produtos. Hoje, são quatro unidades em Languiru, Canabarro e Lajeado, além da loja em Estrela.

Frederico também destaca os produtos disponíveis na loja, com o objetivo de atender a comunidade estrelense com qualidade. “Vai ser uma loja muito ampla, completa, vamos levar toda a nossa linha de produtos. São mais de 35 mil itens em material escolar, móveis para escritório, papelaria, brinquedos e livros”, afirma.

Ao fim da reforma, a empesa inaugurará um espaço dentro da loja dedicado a’O Paladino, com uma linha do tempo e imagens que contam a história do antigo empreendimento. Será possível revisitar essa história na Rua 13 de Maio, nº 310, no centro de Estrela.

Família Wessel manterá memorial com a história da primeira empresa estrelense / Crédito: Divulgação

Relembre

O primeiro jornal e empresa de Estrela foi fundado por Antonio Cardoso, liderança do município à época. Junto de seu irmão, Timóteo Cardoso, Antonio manteve o semanário ativo de 1921 a 1933. A partir de então, Aloysio e Luiz Roque Schwertner entraram no negócio e o jornal se transformou em uma gráfica, livraria e papelaria.

Luiz Roque manteve os cuidados do acervo d’O Paladino até 2022, quando faleceu. Sua esposa, Mariza Maria Feldens Schwertner, foi quem assumiu o cuidado com as páginas históricas e o comando da loja.

Há cerca de 1 ano iniciava a digitalização do semanário por meio de parceria entre o Paladino e a Univates.

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