Discussões e ataques pessoais protagonizam terceira sessão ordinária da Câmara de Teutônia em 2025

Atritos envolveram o estado do parque de máquinas e das capatazias e os recursos em superavit da gestão anterior.

A sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Teutônia desta terça-feira (28/1) foi palco de atritos entre alguns vereadores.

Na tribuna, um dos primeiros assuntos a serem levantados diz respeito a falhas deixadas pelo governo municipal anterior.

Moisés Bageston Cardoso “Cavalinho” (PSD) comentou sobre visita à capatazia de Canabarro. “É revoltante uma cidade como o Bairro Canabarro, com mais de 17 mil habitantes, ter uma retroescavadeira e uma caçamba para trabalhar. Estou incomodado com a maneira com que foi entregue o maquinário para essa gestão”, citou.

Questionou o vereador Werner Wiebusch “FIF” (PDT), ex-secretário de obras da gestão Forneck, sobre as indicações remetidas à Câmara. FIF pede o recapeamento da Rua Maurício Cardoso ainda no primeiro semestre de 2025, das imediações do Arroio Harmonia até 400 metros após, no quebra-molas, bem como a revitalização de praças e brinquedos.

“Do jeito com que foram deixados as capatazias e o maquinário, me surpreende o senhor, com 20 dias de mandato, fazer indicações dessas. Vou pedir informação para saber quanto foi gasto pela administração passada com mecânica”, frisou.

Valdir do Amaral “Dirinho” (PSD) abordou o valor anunciado pela gestão passada referente a um superavit de R$ 8 milhões. “Foi R$ 1,49 milhão de recurso livre. Tem que deixar as pessoas saberem o que ficou em caixa e falar a verdade”, apontou.

Reforçou o assunto envolvendo FIF. “Fez parte do governo passado e vem cobrar do governo que não tem nem 30 dias. Não é crítica, mas você sabe como ficaram as máquinas. Temos que falar a verdade”, disse.

Hélio Brandão (PSDB) disse escutar críticas de todas as áreas, mas que gestor nenhum conseguirá agradar a todos. Falou sobre casos de perseguição política no governo anterior.

Neide Schwarz (PSDB) pediu aparte. Se dirigiu a Cavalinho e pediu para moderar a forma como se dirigiu a FIF, tendo em vista que, assim como ela e Wiebusch, o vereador também atuou por 4 anos da gestão anterior e “sabe como funcionava [a perseguição política]”. Desejou que Cavalinho não fosse tratado como ela e o ex-secretário de Obras foram tratados pela ex-administração.

Sem deixar Neide encerrar sua fala, Dirinho protestou dizendo que a vereadora não poderia falar assim com os colegas. Quando pediu fala, Brandão citou que cederia seu espaço na tribuna ao vereador que quisesse e pediu que o colega “baixasse a bola”. A discussão ficou acalorada e por pouco a sessão não foi suspensa pelo presidente Luias Wermann.

Em sua fala, “FIF” concordou com Cavalinho que as máquinas não estão mais em condições. “Não se conseguiu financiamento e acabou nisso. Sou favorável a um projeto de lei para comprar e financiar máquinas”, disse. Quanto ao recapeamento da Rua Maurício Cardoso, disse que é sua obrigação e direito pedir por isso. “A rua começou a ficar danificada a partir de maio, quando o asfalto começou a soltar em cima do paralelepípedo”, ressaltou.

Por fim, rebateu que a responsabilidade da manutenção das praças é da Secretaria de Cultura, comandada por Luias nos dois primeiros anos da gestão passada. Se durante o governo Forneck não foi feito, não vou perder tempo discutindo méritos. O povo deu seu aval para o novo governo e temos que aceitar. Estou aqui não como oposição, mas para colaborar. É uma sugestão porque conheço do assunto”, sinalizou.

Cavalinho pediu que FIF citasse um financiamento para comprar máquinas solicitado por parte da antiga administração.

Em sua fala, Luias Wermann (PSD) pediu “paciência da comunidade, pois como alguns falaram, não foi deixado o mínimo nem o básico para que algo seja feito pelo município”. Apontou um levantamento do atual executivo. “Temos mais de 50 roçadeiras no município, e apenas seis estão funcionando. Os problemas de Teutônia já vêm de mais tempo”, frisou.

Por fim, citou que não tolerará ataques pessoais. “Estamos aqui para debater políticas públicas, vulnerabilidades sociais; ninguém está aqui para debater picuinhas pessoais”, pontuou.

As desavenças seguiram durante o restante da sessão, bem como após o término.

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