Cooperativa Languiru entra com ação para leilão do Frigorífico de Suínos em Poço das Antas

Em 30 de junho, planta fecha 2 anos sem abates.

A Cooperativa Languiru ingressou com ação para leiloar a planta do Frigorífico de Suínos de Poço das Antas. A informação foi anunciada com exclusividade à Rádio Popular na manhã desta terça-feira (10/6) pelo presidente liquidante e o superintendente administrativo e financeiro da Cooperativa Languiru, Paulo Roberto Birck e Gustavo Marques.

A medida visa acelerar a retomada das operações e atender aos produtores que aguardam uma solução. A decisão ocorre 2 anos após a paralisação da planta, em 30 de junho de 2023, período no qual a direção da cooperativa buscou, sem sucesso, concretizar uma venda direta do ativo. “Após negociações bem encaminhadas que acabaram frustradas, decidimos ingressar com a ação judicial para a venda via leilão”, explicou Birck.

Segundo Marques, a insistência inicial na negociação direta se deu pela urgência em encontrar uma solução para os cooperados. “Tentamos exaurir todas as possibilidades da venda direta porque entendemos que seria mais ágil, especialmente para o produtor”, afirmou. A situação é crítica para muitos suinocultores que dependiam da planta, que abatia 1.700 suínos por dia em sua capacidade máxima até o último dia de funcionamento.

“Desde março, os produtores fecharam 2 anos sem alojar. Alguns conseguiram se realocar em outras integrações, mas muitos ainda aguardam que o frigorífico volte a operar”, lamentou Marques.

A ação judicial foi uma iniciativa da própria cooperativa, e não um movimento de credores. “Já estávamos com a viabilidade da ação judicial construída caso a venda direta não fosse concretizada”, destacou o superintendente. Os principais credores com garantia real sobre a planta são o Badesul e o Fundopem. Com o leilão, a expectativa é que o interessado com o melhor lance adquira o frigorífico, e os recursos sejam utilizados para quitar essas dívidas.

O processo já foi protocolado e aguarda as primeiras determinações do Poder Judiciário. Birck e Marques reconhecem que o trâmite legal demandará tempo. “Vamos buscar que os prazos andem o mais rápido possível, mas sabemos que temos, além do tempo do judiciário, formalidades como intimações, estabelecimento de hastas públicas e do leilão”, ponderou Marques. Ele garante que as informações sobre o andamento do processo serão divulgadas no portal da liquidação extrajudicial e nas redes sociais da Languiru.

A concretização do leilão é vista como fundamental não apenas para a quitação de dívidas com os credores que possuem garantia real sobre a planta, mas também para viabilizar o pagamento aos credores que aderiram ao plano de recuperação, em rodadas trimestrais. Acima de tudo, a medida representa uma esperança para a comunidade local. “É preciso olhar para o associado e o produtor de suíno com granjas ao redor. Ele é o mais interessado que as coisas voltem a acontecer”, concluiu Marques.

Confira a entrevista completa no programa Comunidade Alerta:

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