Descontentes com projeto de concessão, prefeitos da Amvat vão para a pressão sobre o governo do Estado

Entidade buscará reunião com vice-governador e secretário Pedro Capeluppi para a próxima semana.

A Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat) teve reunião na manhã desta quarta-feira (25/6), no auditório do Hospital Bruno Born em Lajeado. A maioria dos prefeitos manifestou-se descontente com a devolutiva do governo do Estado sobre o projeto de concessão das rodovias – bloco 2.

De maneira unânime, os prefeitos aprovaram agendar reunião com o vice-governador Gabriel Souza e com o secretário Pedro Capeluppi. O objetivo é sensibilizar e demonstrar a unidade regional em torno dos pleitos apresentados.

Renato Altmann, de Teutônia, reforçou que poucas sugestões apresentadas foram aceitadas e incluídas. Diante disso, o município ficaria com a mobilidade comprometida. “Se permanecer como está, seremos contrários e pediremos a retirada da ERS-128 (Via Láctea) do bloco 2, inclusive do pórtico de pedágio“, salienta. Líderes da cidade terão reunião interna na próxima segunda-feira (30/6) para definir o posicionamento.

Amarildo Luis da Silva, de Fazenda Vilanova, endossou o discurso de Altmann e também manifestou a preocupação com o não atendimento dos pedidos, principalmente a acessibilidade a produtores rurais e empresas.

Carine Schwingel, de Estrela, também criticou o projeto atual e se preocupa com o acesso a Estrela pelo Bairro Boa União, na Rota do Sol (RSC-453). Ela apoiará o discurso regional e a busca por soluções.

Gláucia Schumacher, de Lajeado, defendeu um discurso regional e o abraço coletivo a todos os pleitos, para evitar reuniões individuais sem soluções. “Se os pedidos individuais são os mais relevantes, temos que todos brigar por isso”, sugere.

Sidinei Moisés da Rosa, presidente da Amvat e prefeito de Sério, revelou o encontro que teve com o vice-governador e acredita que precisa haver esta mobilização regional. “Sempre nos recebem bem, nos atendem bem, mas isso não resolve. Queremos saber se vão ou não vão atender nossos pleitos”, comenta.

Jarbas da Rosa, de Venâncio Aires, e Arly Stöhr “Flecha”, de Mato Leitão, também demonstraram preocupação com a mobilidade das cidades, a interligação com o Vale e o deslocamento de produtores e empresas.

Fábio Mertz, de Marques de Souza, alertou – com base na experiência vivida na BR-386 com a CCR ViaSul – para a situação dos lindeiros das rodovias, com fechamento dos acessos, cobrança de valores para regularização e outros dissabores.

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