CBF altera calendário do futebol masculino para 2026

Série A inicia em 28 de janeiro e vai até 2 de dezembro

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou o calendário oficial do futebol masculino profissional para 2026, marcado por mudanças que impactam diretamente clubes, federações e atletas. O momento foi realizado na quarta-feira (1º/10), no Rio de Janeiro,

A principal alteração é a redução dos campeonatos estaduais, que passam de 16 para 11 datas, com realização entre 11 de janeiro e 8 de março. A medida atende a uma antiga reivindicação dos clubes das Séries A e B, que reclamavam da sobrecarga de jogos no primeiro trimestre. Por outro lado, as federações estaduais e equipes de menor expressão perdem espaço, já que têm nos estaduais sua principal vitrine e fonte de renda.

O Brasileirão também terá ajustes. A competição começará mais cedo, em 28 de janeiro, e se estenderá até 2 de dezembro, com parada durante a Copa do Mundo de Seleções. O formato não muda, mas a maior duração busca dar mais fôlego ao calendário e reduzir a maratona de partidas acumuladas em semanas cheias.

A Copa do Brasil será o torneio com a transformação mais significativa. O número de participantes sobe de 92 para 126 clubes, o que aumenta o total de jogos de 122 para 155. A ampliação reforça o caráter democrático da competição, que abre espaço para mais equipes de diferentes regiões.

No entanto, a mudança pode gerar desafios logísticos e de calendário, principalmente para os clubes que disputam competições continentais. A final também terá novo formato: jogo único, em campo neutro, em sintonia com padrões internacionais como a Libertadores e a Liga dos Campeões da Europa.

Além disso, a CBF anunciou a reformulação das divisões de acesso: a Série D terá ampliação de vagas já em 2026, enquanto a Série C passará por mudanças a partir de 2027. O calendário ainda prevê novidades nos torneios regionais, com o retorno da Copa Norte, a criação da Copa Centro-Oeste e da Copa Sul-Sudeste, além da reestruturação da Copa Verde.

Importante ressaltar que os clubes que disputarem torneios continentais não poderão jogar competições regionais, o que pode limitar o alcance dessas competições, mas ao mesmo tempo evitar o excesso de partidas.

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