Marcelo Caumo nega relação entre dinheiro apreendido e investigação da PF

Durante o cumprimento de mandato no escritório de advocacia o qual Caumo é apontado como sócio, a PF encontrou R$ 411 mil em espécie.

O ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, divulgou nota sobre a Operação Lamaçal, deflagrada na manhã desta terça-feira (11/11) pela Polícia Federal (PF) para investigar suposto desvio de recursos públicos da enchente. Atual secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do Estado, Caumo afirma que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. “Confio plenamente na Justiça e possuo a convicção de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos”, diz a nota.

Durante o cumprimento de mandato no escritório de advocacia o qual Caumo é apontado como sócio, a PF encontrou R$ 411 mil em espécie. Caumo alega que não é mais sócio do escritório e que os recursos apreendidos não tem relação com a investigação em curso ou com sua função pública. “No período em que estive à frente da administração municipal, sempre pautei minhas ações pela transparência, pela responsabilidade com o dinheiro público e pelo respeito às leis”, alega.

Operação Lamaçal

Na manhã desta terça-feira, a Polícia Federal deu início à Operação Lamaçal, com apoio da Controladoria Geral da União (CGU). A ação ocorreu em Lajeado, com o cumprimento de 35 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, além do sequestro de 10 veículos e do bloqueio de ativos de até R$ 4,5 milhões.

Conforme a Polícia Federal, o inquérito verificou irregularidades em licitação realizada pela Prefeitura Municipal de Lajeado para contratar empresa prestadora de serviços terceirizados de psicólogo, assistente social, educador social, auxiliar administrativo e motorista. A dispensa da licitação foi realizada com a justificativa do estado de calamidade pública declarado pelo Município em 2024. Há indícios de que a contratação direta da empresa investigada tenha ocorrido sem observar a proposta mais vantajosa e os valores contratados estariam acima do valor de mercado. O valor total dos dois contratos inicialmente levantados pelo inquérito policial somam aproximadamente R$ 120 milhões.

Confira a nota na íntegra:

Em relação às diligências realizadas pela Polícia Federal nesta terça-feira (11/11), informo que estou à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.

Confio plenamente na Justiça e possuo a convicção de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos.

No período em que estive à frente da administração municipal, sempre pautei minhas ações pela transparência, pela responsabilidade com o dinheiro público e pelo respeito às leis. Tenho orgulho de ter liderado uma gestão reconhecida por avanços significativos em Lajeado.

É importante ressaltar que os recursos apreendidos no escritório do qual fui sócio não têm qualquer relação com o objeto da investigação em curso, ou com minha função pública, e será devidamente comprovado.

Marcelo Caumo
Secretário Estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano

Ex-Prefeito de Lajeado

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