Encontro resgata história do Grupo Rodolfo Maria Rath

Cerca de 40 ex-integrantes relembraram a trajetória iniciada em 1980 e o legado do movimento escoteiro, encerrado em 2015

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Encontro reuniu escoteiros, lobinhos e seniores para marcar os 40 anos da primeira geração do grupo de Estrela / Crédito: Divulgação

Ex-integrantes do Grupo de Escoteiros Rodolfo Maria Rath, de Estrela, participaram de reencontro marcado por memória, emoção e reconhecimento. A atividade ocorreu no sábado (28/3) na localidade de Costão, e concentrou participantes e ex-chefes de diferentes gerações. O grupo encerrou as atividades em 2015.

Organizado por antigos integrantes, o encontro reuniu escoteiros, lobinhos e seniores, em especial os que participaram das primeiras décadas de atuação, período em que o movimento se consolidou como referência na formação de jovens na comunidade.

A convivência, as atividades ao ar livre, a disciplina e os valores transmitidos foram apontados como elementos que permanecem presentes mesmo uma década após o encerramento das atividades.

O ex-chefe escoteiro Rogério Mallmann destacou a importância do reencontro e o significado da experiência em sua trajetória. “Participei na década de 80 e quero dizer da alegria de podermos nos reunir. Quarenta anos depois, isso mostra o quanto o escotismo é marcante e construtivo na vida das pessoas”, afirmou.

Mallmann também ressaltou o papel das lideranças ao longo dos anos. Segundo ele, a atuação das chefias foi determinante na formação dos jovens, e contribuiu para valores que seguem presentes na vida adulta. “São pessoas que fizeram e fazem a diferença na construção da vida de cada um de nós”, disse ele.

Integrante das chefias mais recentes e participante do processo de encerramento das atividades em 2015, Hans Udo Franz destacou o reencontro como oportunidade de revisitar histórias e reconhecer o legado construído. “O escotismo é isso: sempre alerta e o melhor possível, sempre para servir aos outros”, afirmou, ao sintetizar os princípios que nortearam a trajetória dos integrantes.

Jayme Dias Magalhães Júnior esteve presente na primeira promessa escoteira, realizada em 1980. Hoje, reside em Dois Irmãos. Ele enfatizou o caráter simbólico do encontro. “Adorei participar. Lembrar do fundador me emocionou muito, e quando fui convidado, fui o primeiro a dizer que sim. Amei demais estar aqui”, destacou.

Hoje morador de Porto Alegre, André Moraes enalteceu o significado coletivo do momento. Para ele, o encontro demonstra a força das relações construídas ao longo dos anos e o impacto duradouro do escotismo. “É um momento de reencontro, de rever amigos e perceber o quanto essa vivência marcou a vida de cada um. São valores que seguem presentes no dia a dia”, afirmou Moraes.

Legado para Estrela

A referência ao início das atividades reforça o papel do escotismo na história do município, ao mobilizar famílias e voluntários em torno da formação de jovens. Morador da cidade, Cristiano Lange relembrou o período como um dos mais marcantes da juventude. “Foram os melhores anos da infância e adolescência, de muitas amizades e muito aprendizado”, afirmou.

Ele destacou ainda a influência prática do escotismo em sua trajetória profissional. “Anos depois, já como oficial do Exército, muitas vezes lembrava das atividades do escotismo. É algo que não tem preço”, relatou. Para ele, o reencontro reforça a continuidade dos vínculos criados ao longo da trajetória: “Poder encontrar o pessoal e relembrar essas histórias é algo imprescindível, muito legal mesmo”.

Anfitrião do encontro, Micael Eckert ressaltou o objetivo de reunir a primeira geração e preservar a memória do escotismo em Estrela. Segundo ele, a mobilização buscou reconectar antigos integrantes e valorizar a trajetória construída desde a fundação. “A ideia foi justamente reunir o pessoal da primeira geração, que iniciou lá nos anos 80, para relembrar essa história e manter esse vínculo que o escotismo criou entre todos nós”, destacou.

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