Uma das grandes febres dos períodos de Copa do Mundo são os álbuns. Com isso, a Juventus promove uma manhã para troca de figurinhas da Copa de 2026, com crianças, jovens e adultos apaixonados pelo futebol. A atividade ocorre neste sábado (23/5), das 9h às 11h, no Encontro da Bola, localizado na ERS-128 (Via Láctea), no Bairro Teutônia.
Treinador da Juventus, Gustavo Fell destaca que o objetivo é criar um espaço para que os participantes possam socializar e efetuar as trocas. “É uma febre entre a gurizada. Então, vamos fazer essa integração para aproveitar o momento e ajudar. Muita gente está com bastante figurinha repetida e o intuito é colaborar com a finalização e andamento dos álbuns”, afirma.
Segundo ele, o evento foi pensado de forma simples, mas valoriza a paixão pelo futebol e a interação entre os colecionadores. A atividade será aberta para a comunidade e não terá custo de participação.
Além do aspecto esportivo, a iniciativa busca estimular a convivência e fortalecer os laços entre os participantes, através de uma tradição que atravessa gerações. Em época de Copa do Mundo, as trocas de figurinhas costumam movimentar escolas, praças, clubes e espaços públicos.
A edição de 2026 ganhou ainda mais destaque por ser a maior da história da Panini. O álbum tem 980 cromos, sendo 68 especiais metalizados. Os pacotinhos possuem sete figurinhas cada e são comercializados por R$ 7.
Já as versões do álbum variam entre brochura e capa dura. O custo estimado para completar toda a coleção, sem considerar repetidas, ultrapassa R$ 1 mil.
Outro assunto que movimenta os colecionadores é a expectativa pelo chamado “kit de atualização”, tradicionalmente lançado após a divulgação oficial das seleções. Alguns jogadores convocados recentemente não aparecem no álbum original, enquanto outros presentes na coleção ficaram de fora da lista.
Tradição
Os álbuns de figurinhas surgiram na Europa ainda no século 19, inicialmente como estratégia de marketing em maços de cigarro e embalagens de produtos. Com o passar das décadas, a prática evoluiu e se transformou em um fenômeno cultural.
No futebol, os primeiros álbuns relacionados à Copa do Mundo apareceram nos anos 1930, mas foi a partir de 1970 que a tradição ganhou alcance global, com o lançamento do primeiro álbum oficial da Panini para o Mundial do México.
Desde então, abrir pacotinhos, organizar os cromos e trocar repetidas passou a fazer parte da rotina de milhões de torcedores ao redor do mundo a cada edição do torneio.
No Brasil, a prática atravessou gerações e mobiliza crianças, jovens e adultos, bem como transforma a busca pela figurinha rara em um verdadeiro ritual das copas.

