Fim de semana violento nas estradas eleva alerta no trânsito

Morte de ao menos 13 pessoas em acidentes nas rodovias gaúchas reforça a importância da campanha nacional

O elevado número de acidentes registrados nas rodovias gaúchas durante o fim de semana passado reacendeu o alerta sobre a violência no trânsito, justamente no período em que ocorre a campanha Maio Amarelo, voltada à conscientização e prevenção de acidentes. Entre os dias 15 e 17 de maio, pelo menos 13 pessoas morreram em acidentes nas estradas do Rio Grande do Sul.

No Vale do Taquari, motoristas enfrentaram um fim de semana de ocorrências em rodovias de grande fluxo, especialmente na BR-386, RSC-287 e ERS-130, trechos historicamente considerados críticos pela movimentação intensa de veículos e pelo alto índice de acidentes.
Na RSC-453 (Rota do Sol), em Teutônia, a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) exibe um carro destruído por uma colisão, junto de uma faixa da campanha Maio Amarelo. A intenção é chamar atenção dos motoristas e alertar para os cuidados no trânsito e para a redução de mortes e feridos.

O movimento internacional foi criado após a Organização das Nações Unidas (ONU) instituir, em 11 de maio de 2011, a Década de Ação para Segurança no Trânsito. Desde então, o mês de maio passou a simbolizar ações educativas e de conscientização em diversos países.
Neste ano, a campanha traz como tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, reforçando a importância da empatia, do respeito às leis e da responsabilidade de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.

O amarelo utilizado na campanha simboliza atenção e advertência no trânsito. De acordo com o sargento Enéas Colaço, durante todo o mês, órgãos de segurança e entidades promovem ações educativas, blitze de conscientização e atividades voltadas à redução da imprudência nas estradas.

A PRE de Teutônia atua junto com os Bombeiros Voluntários, a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) e a Transul Emergências Médicas nas ações de conscientização.

O objetivo central deste ano é reforçar a ideia de que ver o outro é salvar vidas, com enfoque especial na proteção de pedestres e motociclistas. Através dessa mobilização, as autoridades buscam a redução drástica de acidentes e mortes, bem como enfatizar que a responsabilidade coletiva e a obediência às leis são os pilares fundamentais para a segurança viária.

Entre os avisos, os cuidados e a orientação para ampliar a visibilidade nas estradas e evitar pontos cegos dos veículos. Panfletos são distribuídos junto de uma breve fala da guarnição para orientar e ampliar a campanha.

“O motorista deve verificar a colocação correta dos espelhos para reduzir ao máximo os pontos cegos do carro. Os motociclistas, por outro lado, devem se posicionar da forma mais visível possível, para que possam observar se estão sendo vistos”, afirma Colaço.

Em, as motocicletas estiveram envolvidas em 36,44% dos acidentes graves nas rodovias federais. Isso equivale a 17,77% do total de mortes e 32,93% dos feridos registrados no período, conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Números

No país, os números preocupam. Segundo a PRF, mais de 6 mil pessoas morreram em acidentes nas rodovias federais em 2025. Além disso, foram registrados mais de 72 mil sinistros e cerca de 83 mil feridos ao longo do ano.

Entre as principais causas dos acidentes estão o excesso de velocidade, ultrapassagens perigosas, uso do celular ao volante, ingestão de álcool e falta de atenção dos condutores. Nas rodovias do Vale do Taquari, o grande fluxo de veículos pesados também contribui para o aumento do risco de colisões.

Por outro lado, no estado o número de mortes registradas nas rodovias federais apresentou queda de 5,5% em relação a 2024, o que representa 19 vidas preservadas no trânsito ao longo do ano. Foram contabilizados 1.085 acidentes graves, que envolvem pelo menos uma pessoa morta ou ferida gravemente. No total, 5.560 pessoas ficaram feridas e 327 morreram. Em comparação com o ano anterior, houve ainda diminuição de 6% no número de acidentes graves e de 3,3% no total de feridos.

Na mesma linha, segundo o Detran-RS, o primeiro trimestre de 2026 registrou 324 acidentes fatais, queda de 15,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior (383). Já o número de vítimas caiu de 428 para 370 (-13,5%).

Colisões frontais e celular

Segundo a PRF, as colisões frontais seguem como as ocorrências que mais matam. Em 2025, esse tipo de acidente provocou 117 mortes, o que corresponde a 35,77% do total de óbitos registrados nas rodovias federais gaúchas.

Estima-se que as principais causas dos acidentes graves estejam associadas ao comportamento dos motoristas. A polícia federal registrou 4.435 autuações por uso de celular ao volante no ano passado. A conduta é considerada de alto risco, uma vez que reduz a capacidade de reação do condutor de forma significativa.

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