Prefeita de Estrela é alvo de operação da Polícia Federal por suspeitas eleitorais

A prefeita de Estrela, Carine Schwingel (União Brasil), é alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta sexta-feira (24/4). Fontes viram a viatura da Polícia Federal diante da Prefeitura de Estrela logo nas primeiras horas da manhã.

A Operação Âmbitos Sidum (ao redor da estrela, em latim) investiga crimes eleitorais relacionados ao pleito de 2024 no Vale do Taquari. De acordo com o jornalista Humberto Trezzi (GZH), a ação apura suspeitas de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral, incluindo possível uso de recursos não declarados.

O repórter Anderson Lopes esteve no local e conversou com o delegado da PF, mas ele não estava autorizado a repassar mais informações. A reportagem também contata a assessoria de comunicação da Polícia Federal para obter informações oficiais – o que deve ocorrer durante a manhã.

A assessoria de comunicação da Prefeitura de Estrela também foi chamada pela reportagem. Ainda aguarda para manifestar nota oficial.

Conforme a apuração de GZH, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, inclusive em locais vinculados à chefe do Executivo estrelense. As diligências ocorreram nos municípios de Estrela e Cruzeiro do Sul, com autorização da Justiça Eleitoral de Novo Hamburgo.

A investigação aponta indícios de que, ainda como candidata, Carine teria contado com aliados para nomear eleitores em cargos de confiança em Cruzeiro do Sul, mediante solicitação de transferência de domicílio eleitoral e apoio político. Além disso, são apuradas possíveis irregularidades envolvendo concessão de benefícios em troca de apoio, como favorecimento em filas de exames, entrega de materiais de construção, concessão de benefícios sociais e repasse de valores.

Outro ponto sob análise é a eventual utilização de recursos financeiros não declarados na prestação de contas da campanha, caracterizando possível prática de caixa dois. Além da prefeita, servidores públicos também são alvo das medidas judiciais.

A operação, denominada Ambitus Sidum, foi autorizada após investigação iniciada com base em elementos obtidos na Operação Rêmora, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2024. Durante a ação desta sexta-feira, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos que devem subsidiar o andamento do inquérito.

Policiais federais apreenderam materiais dentro da Prefeitura de Estrela // Crédito: Anderson Lopes

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