Caio Azevedo: “É a luta mais importante da minha vida. Vou dar o sangue para vencer”

Atleta de Fazenda VIlanova busca cinturão no Gaúcho de Muay Thai em Flores da Cunha.

A oportunidade de conquistar o primeiro cinturão da carreira agita a rotina de Caio Azevedo (21), representante de Fazenda Vilanova no Campeonato Gaúcho de Muay Thai.

O atleta da academia Dojô Kaizen sobe ao ringue neste sábado (24/10), em Flores da Cunha, para enfrentar Omar Chire na disputa pelo cinturão de K1, na categoria de 78 quilos.

Com 5 vitórias em 6 lutas, Azevedo chega ao desafio motivado pela possibilidade de conquistar um título importante e representar o município. A preparação tem exigido dedicação dentro e fora da academia.

Mesmo com a expectativa pelo primeiro cinturão, o lutador afirma que pretende seguir o planejamento estabelecido. “Vai bater um pouco de nervosismo, porque é a minha primeira luta pelo cinto, mas treinamos forte, temos uma estratégia e agora é só seguir”, destaca.

A aproximação de Caio com o Muay Thai começou durante os estudos, inspirado pela mãe, que também praticava a modalidade. Ao acompanhar os treinos dela, despertou o interesse pela arte marcial e decidiu experimentar.

Com o tempo, a atividade ocupou um espaço cada vez maior em sua rotina, até surgir a vontade de testar suas habilidades.

A estreia ocorreu no Campeonato Gaúcho, no qual encarou duas lutas. Depois, teve oportunidade na Copa RS, em Porto Alegre, e conquistou o título da categoria Iniciante após vencer dois combates. Recentemente, venceu no TeutoFight.

Agora, o desafio é de outro nível. Em vez de apenas buscar mais uma vitória, Caio terá a oportunidade de disputar um cinturão e dar um passo importante na trajetória. “Espero continuar nessa crescente, buscar cinturões e trazer conquistas para Fazenda Vilanova e para a academia”, afirma.

Dedicação

Os treinos de Azevedo ocorrem na Dojô Kaizen. O professor Jeferson Batista, de Teutônia, conduz as aulas às segundas e quartas-feiras, das 19h30 às 20h30. Para chegar preparado ao combate, o atleta também mantém uma rotina complementar de exercícios físicos.

Depois do expediente, ele segue para os treinos de Muay Thai e musculação. Conforme Caio, a dedicação precisa contemplar o condicionamento e a preparação mental.

“Se você quer competir, tem de estar sempre em movimento, treinar o físico e a parte mental também”, explica.

Para ele, o aspecto psicológico é um dos pontos mais importantes antes de entrar no ringue. A presença do público e a responsabilidade de uma disputa de cinturão provocam ansiedade, mas também fazem parte da experiência que busca construir como atleta.

“Às vezes, fico penso na quantidade de pessoas na arquibancada. Isso dá um pouco de nervosismo, mas é uma experiência muito boa. Tu te sentes preparado, confiante e, quando consegue vencer, é uma alegria imensa”, relata.

Motivação

Nascido em Estrela, foi criado em Fazenda Vilanova, onde participou de atividades esportivas desde pequeno, em escolinhas de futebol e atletismo. Por isso, representar o município em competições é motivo de orgulho.

A família também ocupa lugar central nessa caminhada. A mãe, que despertou seu interesse pelo Muay Thai, o pai e o irmão acompanham e incentivam a carreira. No TeutoFight, o pai chegou a entrar no espaço de combate para abraçar o filho após a luta.

“Penso em lutar por eles. É satisfatório ter uma família que acompanha e me vendo conquistar as coisas”, conta.

O apoio se estende aos companheiros e treinadores da Dojô Kaizen, além das pessoas que contribuem para sua preparação. Para a viagem a Flores da Cunha, o município também disponibilizará transporte e lanche aos atletas.

Caio explica que a modalidade mudou a maneira de encarar situações do cotidiano. Além do condicionamento, ele aponta ganhos de confiança, controle e disciplina.

Sonho tailandês

Embora ainda não saiba exatamente quais serão os próximos passos depois do campeonato, Caio pretende continuar no Muay Thai e buscar novas oportunidades.

Entre os sonhos está disputar uma competição internacional, possivelmente na Tailândia, considerada uma referência histórica da modalidade. “Ficaria muito feliz se pudesse lutar uma vez ou disputar um Mundial na Tailândia. É um sonho”, revela.

Antes disso, a prioridade está nos Pavilhões da Vindima. “Pode ter certeza de que vou entrar para buscar esse cinturão. É a luta mais importante da minha vida até agora. Vou dar o sangue para conquistar isso para nós”, projeta.

Assista à entrevista:

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