Cacis se reúne com a RGE

Demora no reestabelecimento da energia pautou encontro

Na manhã de terça-feira (30/1), integrantes da diretoria da Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio (Cacis) de Estrela estiveram reunidos com o consultor de negócios da RGE Sul na região, Cristiano Silva. Na pauta, a demora no reestabelecimento da energia elétrica após o temporal no dia 16 de janeiro, que causou inúmeros prejuízos no município.

Durante o encontro, um empresário e um produtor rural de Estrela apresentaram os prejuízos que tiveram devido à demora no reestabelecimento da energia, que, em vários pontos do município, chegou a nove dias. Integrantes da diretoria da entidade ainda trouxeram vários questionamentos à concessionária.

Cristiano Silva respondeu alguns questionamentos e apresentou os principais investimentos feitos pela RGE antes do temporal nos municípios da região. O consultor de negócios ainda informou quais são os novos investimentos que serão feitos, tanto na rede de distribuição em Estrela quanto na região.

Na apresentação, na visão das lideranças presentes, ficou evidente que, nos últimos três anos, apenas em 2023 a RGE atingiu os patamares mínimos exigidos pela Aneel. Em 2022 e 2021, estes patamares não foram atingidos. “Nos questionamos como estariam estes indicados nos últimos 10 anos, já que tivemos acesso a informações somente de três anos atrás e em dois deles a RGE não fez o seu papel. Em outros municípios, a RGE atendeu os patamares mínimos, mas em Estrela não. Isso comprova a falta de compromisso da RGE com Estrela”, observou o presidente da Cacis, Claus Wallauer.

Claus Wallauer ainda ressaltou que a entidade manterá sua posição de seguir dialogando com a concessionária, porém firme no propósito de manter o abaixo-assinado do movimento “Estrela quer Energia”, lançado no dia 26 de janeiro. “Entendemos que a Agergs e a Aneel precisam estar cientes dos problemas com a energia elétrica que Estrela vem enfrentando. Não podemos ficar reféns desta demora no reestabelecimento de energia, acumulando prejuízos quase que imensuráveis. É preciso haver fiscalização efetiva por parte dos órgãos reguladores e, se necessário, trocar a concessão”, afirmou.

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