Teutônia investiga seis casos de dengue

Teutônia investiga seis casos de dengue. Ainda não é possível especificar os locais em que os moradores foram contaminados, já que não se tem a informação precisa se os casos são autóctones ou importados de outras cidades. Segundo o coordenador da Vigilância Sanitária e Ambiental em Saúde de Teutônia, Evandro Borba, ainda é necessário cruzar os dados a partir de entrevistas e a constatação do exame.

Em 2024, a cidade teve registro de óbito pela doença. A vítima foi um homem de 66 anos. Ele morreu em 26 de março e ele tinha doenças pré-existentes. Na época, Teutônia chagou a incidência de 266,5 casos por 100 mil habitantes.

A cidade segue com ações de prevenção contra a dengue, reforçando que o ciclo da doença começa em dezembro e pode se estender até o final de maio de cada ano. Ao contrário do mosquito borrachudo, que tem um ciclo mais longo, o Aedes aegypti, transmissor da dengue, possui um ciclo mais curto, mas não menos perigoso, com a fêmea trabalhando intensamente por cerca de 42 a 50 dias. E a fêmea é esperta e se adapta às condições humanas e ao meio ambiente, não se limitando a um padrão fixo.

Estiagem e chuvas de verão

Mesmo durante períodos de estiagem, as pessoas devem manter os cuidados, pois o Aedes aegypti deposita seus ovos em locais estratégicos, necessitando de pouco volume de água para se reproduzir. A fêmea prefere locais entre 80 cm e 1,20 m de altura para depositar os ovos, como em vasos de plantas. “Essas chuvas rápidas que o Aedes gosta. A fêmea coloca seus ovinhos em locais muito estratégicos para que pouco volume de chuva seja necessário”, destaca Evandro.

Responsabilidade coletiva

A verificação semanal em residências, pátios, terrenos e empresas, para eliminar qualquer recipiente que possa acumular água parada é fundamental. Borba alertou para a importância de eliminar desde pequenos recipientes, como vasos e potes, até pneus. Outra medida, que talvez passe desapercebida é a aplicação preventiva de água sanitária nos ralos das residências.

Além disso, Borba destacou que o mosquito se adapta ao comportamento humano, procurando estar perto das pessoas, e principalmente atacando os mais vulneráveis, como idosos, bebês e crianças. Ele orientou sobre a importância do uso de repelente, com reaplicação a cada 3 horas

Borba mencionou que o Aedes pode atuar em um raio de 150 a 300 metros, enfatizando que a responsabilidade de combate ao mosquito é coletiva. O diálogo com vizinhos é essencial, e a conscientização é um trabalho contínuo, sem negligenciar as ações de prevenção.

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