PF informa que não deve pedir prorrogação da prisão temporária de Marcelo Caumo e Lorena Mercalli

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A Polícia Federal comunicou nesta segunda-feira (2/3) aos advogados de defesa do ex-prefeito de Lajeado Marcelo Caumo e da diretora da Arki Serviços, Lorena Mercalli, que não deverá solicitar a prorrogação da prisão temporária de ambos.

A definição, no entanto, ainda depende de manifestação do Ministério Público Federal e de decisão do desembargador responsável pelo caso. Caso a prisão não seja prorrogada, a expectativa é de que a liberação ocorra na manhã desta terça-feira (3).

Caumo está recolhido na Penitenciária Estadual de Canoas, enquanto Lorena permanece no Presídio Estadual Feminino de Lajeado. Os dois foram presos na quinta-feira (26/2), durante a segunda fase da Operação Lamaçal. O prazo inicial da prisão temporária é de cinco dias, podendo ser prorrogado por igual período.

A Operação Lamaçal apura suposto direcionamento de licitações e indícios de sobrepreço em contratos firmados pela Prefeitura de Lajeado. Conforme o delegado Marconi Silva, a prisão temporária foi solicitada para evitar eventual combinação de versões e possível eliminação de provas.

Segundo a Polícia Federal, há indícios de que Caumo e Lorena integrariam o núcleo central do suposto esquema. A investigação envolve contratos que somam cerca de R$ 120 milhões, com indícios preliminares de sobrepreço superior a R$ 5 milhões.

Ao todo, sete empresas e 16 pessoas são investigadas. O inquérito segue sob responsabilidade da Polícia Federal, com acompanhamento do Ministério Público Federal.

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