Três anos depois da enchente de 2023, as primeiras moradias definitivas foram entregues a cinco famílias colinenses no sábado (16/5), na Rua das Orquídeas, no Loteamento Vista do Vale. Construídas com recursos da Defesa Civil Nacional, as casas têm 50,5 metros quadrados e não são mobiliadas.
Entre os beneficiados está Lúcia Schuster, que perdeu sua residência às margens do Rio Taquari durante a enchente de 2023. “Eu não durmo mais quando chove. Agora posso me sentir tranquila. Depois de tudo o que passamos, receber essa casa representa um novo começo para nossa família. É um sentimento de gratidão e esperança”, relatou.
Participaram do ato de entrega o prefeito Marcelo Schröer e integrantes da Administração Municipal, vereadores, o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, além do ex-secretário da Reconstrução do RS, Maneco Hassen, e do atual, Ramon Jesus Silva.
Para Schröer, as residências significam uma nova vida para cada uma das famílias. “Hoje é um dia muito especial para Colinas. Essas casas representam esperança, dignidade e o resultado de muito trabalho, diálogo e persistência ao longo destes 3 anos. Cada família que recebe sua nova moradia também ganha a oportunidade de reconstruir sua história com mais segurança, tranquilidade e qualidade de vida”, afirmou o prefeito.
Apesar de os imóveis estarem prontos, a mudança definitiva depende da conclusão de alguns trâmites burocráticos. A previsão é de que as famílias possam se mudar em cerca de 20 dias, após a finalização da documentação. O sorteio já foi realizado e cada família sabe qual casa irá receber.
Mais moradias
Em Colinas, 316 prédios comerciais e residenciais foram atingidos pela enchente e 55 casas destruídas. No momento, ainda há 22 famílias em moradias provisórias e 39 famílias atendidas por aluguel social.
A Administração Municipal informa que outras 17 casas, localizadas no Loteamento Pôr do Sol, serão entregues nos próximos meses.
Os imóveis foram encaminhados pelo programa Minha Casa Minha Vida Reconstrução e aguardam liberação pela Caixa Econômica Federal. A instituição irá vistoriar e aprovar o imóvel, mas ainda não há uma data definida para a atividade. Algumas destas casas já estão ocupadas, mas nem todas foram direcionadas para alguma família.
Ainda, mais 24 pessoas devem ser contempladas pelo programa Compra Assistida.
A cidade também tem três zonas classificadas como de risco. Nesses locais há um total de 31 construções, a maioria ainda habitada.
Resiliência
Conforme a Prefeitura, desde a cheia de 2023 foi dado início a obras de mitigação dos impactos de eventos extremos. Entre elas, em Linha Ano Bom Alto ocorreu a canalização dos córregos e a drenagem do terreno em um investimento superior a R$ 1 milhão. Ainda, há a desapropriação de prédios para construção de parques resilientes e a reforma de espaços públicos, como praças e escolas.
Também, iniciou o asfaltamento da Estrada do Roncador, via alternativa à ERS-129. A “rota de fuga” tem investimento de quase R$ 8 milhões. “Será feito o aterro para elevarmos a cota de inundação da estrada e, posteriormente, o asfaltamento”, cita a nota.
Em termos de Defesa Civil, a Câmara de Vereadores destinou R$ 20 mil para a compra de equipamentos. A Prefeitura também desenvolve com a comunidade e a Organização das Nações Unidas (ONU) a criação de núcleos de proteção e defesa civil.

