Entrega do novo arcabouço fiscal fica para a próxima semana

O governo federal decidiu adiar o encaminhamento da proposta do novo arcabouço fiscal à Câmara dos Deputados. O envio deve ocorrer na próxima terça-feira (11/4). Inicialmente, o planejado é que a entrega fosse feita nesta quarta-feira (5/4). Segundo a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, a equipe econômica aproveitará o recesso de Semana Santa para fazer os ajustes finais no texto.

“A prioridade absoluta agora é a entrega do arcabouço fiscal na semana que vem, até terça-feira, para que o Congresso possa, obviamente dentro do seu tempo, mas o mais rápido possível, avançar na questão do arcabouço fiscal. Essa é a bala de bronze que temos”, declarou.

Tebet reforçou a necessidade de aprovação do novo marco fiscal. “Faço um apelo para que olhem com carinho o arcabouço fiscal que nós estamos desenhando”, pediu a ministra aos parlamentares.

De acordo com a ministra, as novas regras fiscais criarão um ambiente que permita a redução da Taxa Selic (juros básicos da economia), que estão em 13,75% ao ano. “O arcabouço fornece a confiança para o mercado de que estamos fazendo o dever de casa, garante a estabilização da dívida em relação ao PIB no médio prazo e garante que o governo não continuará no vermelho, zerará o déficit em 2024”, destacou.

Conforme as regras apresentadas na quinta-feira (30/3), o novo arcabouço limita o crescimento real (acima da inflação) do gasto público a 70% do aumento real das receitas, dentro de uma banda de 0,6% a 2,5% de expansão. Também há um cronograma de metas de resultado primário (resultado das contas do governo sem os juros da dívida pública), que saltarão de déficit de 1% do PIB neste ano para superávit de 1% em 2025, com tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos.

Reforma tributária

Se o novo arcabouço é a “bala de bronze”, a “bala de prata” para melhorar a economia, nas palavras da ministra Simone Tebet, será a reforma tributária. Ela pediu diálogo entre os parlamentares, os municípios e alguns setores que temem o aumento da carga tributária, como os serviços, para facilitar a aprovação da reforma. Segundo ela, a maioria dos estados aceitou a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) dual, que unificará tributos estaduais e municipais.

“A gente tem um problema federativo. A questão sempre parava no ICMS [Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços, arrecadado pelos estados]. Nós temos estados que consomem, e estados que produzem. Há estados que produzem mais do que consomem. Quando o eixo principal era tirar a arrecadação dos estados que produzem e direcionar para os estados que consomem, nunca tinha voto para aprovar a PEC”, ressaltou.

Da Redação com informações da Agência Brasil

Mais Notícias

Tópicos Relacionados:

Publicações do Autor

Bombeiros combatem dois incêndios florestais em Paverama e Teutônia

Duas ocorrências de incêndio florestal mobilizaram equipes de atendimento nesta quinta-feira (7/5) em Paverama e Teutônia. A primeira ocorrência foi registrada às 16h04, na Estrada...

Maifest 2026 terá programação histórica em homenagem as raízes do município

Na noite da terça-feira (6/5), o Município de Estrela lançou oficialmente a programação da Maifest 2026. A edição marca os 150 anos de emancipação...

Idosa sofre ferimento na mão após ataque de cachorro em Teutônia

Uma idosa de 79 anos ficou ferida após ser atacada por um cachorro na noite desta quinta-feira (7), em Teutônia. A ocorrência foi registrada por...

Brigada Militar apreende drogas e arma durante operação em Estrela

A Brigada Militar prendeu um homem de 39 anos suspeito de tráfico de drogas entre a noite de quinta-feira (7/5) e a manhã desta...