23º Baile das Nações celebra cultura turca e reforça intercâmbio como ponte entre povos

Evento reuniu gastronomia, música e integração cultural na APDL, com presença de intercambista turca

Uma noite de cultura, sabores e conexões marcou o 23º Baile das Nações, promovido pelo Rotary Club de Teutônia no sábado (25/4), na Associação Pró-Desenvolvimento Languiru (APDL). A edição homenageou a Turquia e ganhou significado especial com a presença da intercambista Zeynep Karakusoglu, a “Zey”, em seus últimos dias no Brasil.

A coincidência entre o tema e a participação da jovem chamou atenção. “Não foi programado. A Zey veio por convite e vive esse momento conosco”, destaca a presidente do clube, Ingrid Elisa Hauschild.

Logo na chegada, o público foi envolvido por uma ambientação temática. A decoração e a iluminação criaram um clima imersivo que reuniu convidados de cidades como Ivoti, Lajeado e Sananduva.

O jantar foi um dos destaques, com pratos típicos como çoban salatasi, piyaz de Antalya, kafta e moussaka. A sobremesa, ekmek com sorvete de pistache, completou a experiência, transformando o cardápio em um convite à descoberta da cultura turca.

Integração e protagonismo

A vice-presidente do Rotary de Teutônia, Rosemar dos Santos, reforçou o caráter cultural ao vestir traje típico. “É uma oportunidade de valorizar culturas que, muitas vezes, influenciam a nossa sem percebermos”, afirmou.

Após o jantar, a integração ganhou força com música e dança. Um dos momentos mais marcantes foi quando Zey ensinou passos de dança tradicional ao público, transformando o salão em um espaço de troca e descontração. A noite contou ainda com show da Banda Barbarella.

Experiência que transforma

Natural do Sul da Turquia, Zey está há cerca de 11 meses no Brasil pelo programa de intercâmbio do Rotary. Emocionada, resumiu a experiência: “Estou entre duas bandeiras. Tenho duas vidas agora”. Ela destacou os aprendizados e vínculos construídos durante a estadia.

Mais do que uma festa, o Baile das Nações reafirmou seu papel como espaço de aproximação entre culturas. A presença da intercambista deu autenticidade à homenagem, mostrando que, mesmo distantes, povos podem se conectar por meio de experiências compartilhadas.

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