Juventus aposta nos jovens para um futuro melhor

Clube reúne projetos sociais, núcleos formativos e equipes competitivas, com mais de mil crianças e adolescentes.

O trabalho realizado pela Juventus não fica apenas na formação de jogadores. Com projetos sociais, núcleos formativos e um departamento competitivo, a Associação atende mais de mil crianças e adolescentes e utiliza o futebol como ferramenta de desenvolvimento esportivo, social e pessoal.

Atualmente, segundo Christopher Suhre, coordenador dos núcleos da Juventus, são cerca de 500 alunos nos projetos sociais. A parte formativa reúne 300 atletas, enquanto o departamento competitivo tem outros 300 jogadores.

A Juventus atende crianças a partir dos 4 anos nos núcleos formativos e mantém projetos sociais em parceria com escolas, ONGs e outras instituições. As atividades são oferecidas gratuitamente e buscam proporcionar convivência, lazer e desenvolvimento.

No trabalho com os menores, o foco não está apenas no futebol. As atividades também envolvem exercícios voltados à coordenação motora, percepção e desenvolvimento cognitivo.

“A criança conhece o próprio corpo, a bola e o espaço. Então precisamos trabalhar atividades de reconhecimento e também a convivência com outras crianças, o que também ensina a respeitar e a esperar”, explica.

Nos projetos sociais, a Juventus também procura criar um ambiente de integração. Para Christopher, o esporte é uma oportunidade para que os jovens aprendam a conviver e lidar com diferentes situações.

“O que nós mais queremos proporcionar é que eles aprendam a ganhar, perder e, principalmente, a respeitar os colegas e os adversários”, afirma.

Do social à competição

A estrutura da Juventus permite que atletas que apresentam evolução nos projetos sociais e formativos avancem para o departamento competitivo. A captação também ocorre em campeonatos da região, ao que amplia o número de municípios alcançados pelo projeto.

“O social e os núcleos têm uma parceria muito legal com o departamento competitivo. Indicamos os meninos que se destacam para o competitivo”, conta Christopher.

O trabalho também coloca os jovens da região no radar de clubes maiores. Durante uma competição recente em Porto Alegre, observadores do Grêmio acompanharam os jogos e demonstraram interesse por alguns atletas da Juventus.

Ao mesmo tempo, a permanência no futebol se torna mais difícil com o avanço da idade. Trabalho, estudos e outras atividades passam a disputar espaço com os treinamentos.

“Com 14 ou 15 anos, muitos já começam a trabalhar, ajudam em um lugar, e isso tira um pouco do esporte. Nossa meta é fazer com que eles consigam conciliar tudo e seguir com as práticas do esporte”, comenta.

Com competições ao longo do ano e a expansão para novos locais e turmas, a Juventus busca fortalecer as diferentes etapas da formação. A proposta é criar oportunidades tanto para quem deseja seguir no caminho competitivo quanto para quem encontra no futebol um espaço de convivência e desenvolvimento.

Assista à entrevista:

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