O Brasil vai às urnas para decidir quem ocupará a Presidência da República pelos próximos 4 anos neste domingo (25/10).
Na véspera do segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentram esforços para ampliar suas votações, mobilizar apoiadores e conquistar os eleitores que ainda não definiram o voto.
A disputa chega ao último dia de campanha marcada pelo equilíbrio nas pesquisas, pela troca de acusações e pela expectativa em torno dos efeitos dos debates promovidos na televisão.
No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença levou as campanhas a intensificarem a procura por eleitores que votaram em outros candidatos, além daqueles que ainda estão indecisos ou podem optar por não comparecer.
Flávio tenta preservar a vantagem obtida no primeiro turno em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, três dos maiores colégios eleitorais do país. Os estados, juntos, representam cerca de 40% do eleitorado brasileiro.
O apoio de governadores também integra a estratégia. Até 13 de outubro, 12 dos 21 governadores eleitos no primeiro turno haviam declarado apoio a Flávio. Lula tem o respaldo de cinco, todos do Nordeste, enquanto quatro mantinham neutralidade.
Lula, por sua vez, busca reduzir a diferença no Sudeste sem perder sua força no Nordeste. A campanha procura ampliar o apoio entre mulheres, eleitores de menor renda, católicos e segmentos moderados. Também, tenta atrair antigos integrantes do PSDB e lideranças que não se identificam com o bolsonarismo, como parte da estratégia para ultrapassar os limites de sua base tradicional.
Debates, acusações e sigilos
O primeiro confronto direto entre os candidatos ocorreu no dia 18, na TV Bandeirantes, e foi marcado por ataques pessoais e discussões.
Na ocasião, os candidatos trocaram acusações relacionadas a investigações e patrimônio. Um dos pontos de maior repercussão foi o desafio de Lula para que ambos autorizassem a divulgação de informações bancárias, fiscais e telefônicas. O assunto voltou ao centro do noticiário nesta semana e chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na quinta-feira (22/10), as campanhas chegaram a um acordo para disponibilizar informações protegidas por sigilo, com condições e exigências de ambas as partes. A discussão envolveu dados dos candidatos e de pessoas e organizações relacionadas a eles.
O último debate, realizado pela TV Globo na noite da sexta-feira (23/10), encerrou a sequência de confrontos antes da votação. O desempenho dos candidatos e a repercussão das declarações devem concentrar a atenção neste sábado (24/10), embora seja necessário cautela para atribuir mudanças nas intenções de voto a um único encontro.
Fim da campanha
Neste sábado, Flávio Bolsonaro concentra sua agenda em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. A programação prevê mobilização com o deputado federal reeleito Nikolas Ferreira em Belo Horizonte, com ato de rua e motociata, além de compromisso no Rio para encerrar a campanha.
Lula planeja atos com artistas apoiadores no Rio de Janeiro pela manhã e em São Paulo à tarde. Além dos eventos presenciais, a campanha petista aposta na divulgação de mensagens nas redes sociais e na defesa de propostas sociais e econômicas.
A disputa também envolve a tentativa de convencer eleitores que votaram em candidatos eliminados no primeiro turno. Para ambos, entretanto, a mobilização dos apoiadores já identificados pode ser tão importante quanto conquistar novos votos, especialmente para reduzir a abstenção.
No domingo, Lula deve votar em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e acompanhar a apuração em São Paulo. Flávio vota na Escola Municipal Barão Homem de Mello, no Bairro de Vila Isabel, zona norte do Rio de Janeiro. Depois, a previsão é que acompanhe a contagem dos votos em Brasília.
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