Enfrentamento da violência contra a mulher é tema de evento na Univates

Na manhã de sábado a Universidade do Vale do Taquari – Univates deu início ao I Congresso de Atenção Integral à Saúde da Mulher, ao IV Simpósio de Enfermagem do Vale do Taquari e ao VI Fórum Regional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Os eventos, que prosseguem até o dia 22, acontecem no auditório do Prédio 7 da Univates, com foco na discussão de temáticas relacionadas à violência contra a mulher.

O debate “Enfrentamento da violência contra a mulher” contou com a participação da juíza Caren Leticia Castro Pereira, da delegada Tatiana Barreira Bastos, da enfermeira Cassiana Chemin e da acadêmica Dandara Luana Ulsenheimer. Foram compartilhados dados e acessos à rede de apoio à mulher. Conforme Caren, a violência contra a mulher teve um novo olhar a partir da consolidação da Lei Maria da Penha, que estabelece cinco formas de violência contra a mulher: violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. “Estas formas de violência podem ser cometidas isoladamente ou combinadas. Geralmente, o que vemos é um comportamento violento crescente na relação”, comentou Caren.

Para Tatiana, a violência contra a mulher é um fenômeno mundial e pluricausal, sendo uma das violências mais perversas por acontecer no lugar onde deveria ser o porto seguro dessas mulheres. A delegada aponta a violência de gênero como resultado de um sistema patriarcal, instituído há mais de 7 mil anos, que preconiza uma relação assimétrica e desigual entre mulheres e homens. “Por muitos séculos essa violência foi silenciada e invisível. Hoje, por meio da educação, já não naturalizamos alguns comportamentos que até então eram tidos como normais nas relações. Por isso, há uma divulgação maior de casos de violência contra a mulher. Hoje, o problema já é tratado na ordem da saúde pública”, ponderou a delegada. Para Tatiana, a Lei Maria da Penha teve papel fundamental no combate à violência. Os registros de violência tiveram um crescimento muito grande com a divulgação da Lei. Apesar de ainda haver um grande problema de subnotificação, hojes as mulheres já conhecem seus direitos e podem buscar ajuda mais facilmente. “Em 2016, pela primeira vez, comemoramos a baixa dos índices de violência contra a mulher no Rio Grande do Sul. No entanto, os crimes de estupro e feminicídio ainda apresentaram crescimento. Há muito trabalho ainda para fazer”, declara Tatiana.

O evento tem continuidade na próxima terça e quarta-feira. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site goo.gl/61Jy2H. Mais informações sobre os eventos podem ser conferidas no site da Univates ou pelo telefone (51) 3714-7000, ramal 5052.

Confira a programação:

21 de novembro

14h – Momento cultural com a Escola de Música Josélia Ferla

14h10min – Debate “Redes de enfrentamento de violência contra a mulher”, com o coletivos de enfrentamento da violência contra a mulher no Vale do Taquari

19h10min – Momento cultural com a Escola de Música Josélia Ferla

19h30min – Debate “A mulher na mídia”, com a radialista Aline Silva e as jornalistas Natália Nissene  e Luciana Brune

22 de novembro

15h – Apresentação de trabalhos

19h10min – Momento cultural com a violinista Gabryele Dullius Gerhardt

19h30min – Palestra “O enfrentamento da violência contra a mulher no estado do RS”, com Nadiane Lemos

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