Teutônia registra semana com zero casos de dengue

Os sistemas de Saúde publicam os casos reportados através de semanas epidemiológicas. Portanto, de 9 de abril (semana 13 – quando iniciaram as aplicações) até 14 de junho (semana 24), os casos da doença saíram de 83 para 0.

A semana que encerrou em 14 de junho foi de resultados impressionantes – mas esperados – no combate à dengue em Teutônia. Após pouco mais de dois meses do início da aplicação de inseticidas em residências, prédios públicos e terrenos, na semana passada não foram registrados casos de dengue na cidade.

Os sistemas de Saúde publicam os casos reportados através de semanas epidemiológicas. Portanto, de 9 de abril (semana 13 – quando iniciaram as aplicações) até 14 de junho (semana 24), os casos da doença saíram de 83 para 0.

Retrospectiva

O coordenador da Vigilância Ambiental em Saúde de Teutônia, Evandro Borba, aponta que o expressivo registro de aumento nos casos de dengue em 2024 ocorreu após mais de 4 anos de estiagem. Até a semana 25, encerrada nesta sexta-feira (21/6), havia 444 casos positivos e um óbito.

Em 2 de abril, com apenas 26 casos e principalmente por causa da morte, o Município decretou estado de emergência em saúde. Borba explica que foi uma medida acertada. “Precisávamos de máquinas específicas para fazer a aplicação de inseticidas, bem coo equipamentos de proteção e profissionais qualificados. Já tínhamos os profissionais, mas precisávamos do resto”, diz.

Então, em 9 de abril, começou a aplicação do inseticida Cielo-ULV na área externa das edificações dos bairros Alesgut, Boa Vista e Canabarro, pontos onde estavam concentrados os casos mais graves de dengue. O produto continua sendo aplicado, agora antes da borrifação do Fludora Fusion dentro das casas e estabelecimentos.

O processo garante mais eficácia na eliminação do Aedes aegypti e, consequentemente, o controle dos casos da doença no município. Por serem de uso profissional, os inseticidas são aplicados pela Vigilância.

Com o complemento de ações de orientação e divulgação via mídias e nos demais canais de comunicação com a população, na semana 15 já foi notada queda de 83 para 54 casos da doença em Teutônia, que, entre altos e baixos, seguiu reduzindo até chegar a 0 na semana passada.

Os próprios moradores verificam a mudança na quantidade de mosquitos, segundo Borba. “O Fludora tem eficácia de quatro meses. O conjugado entre o produto, os cuidados da população e a procura por auxílio médico assim que surgem os sintomas tem ajudado muito no combate”, esclarece.

Além dos locais que já receberam a aplicação dos inseticidas, os cuidados também estão direcionados para as escolas e creches. “Estamos indo muito bem. Continuamos ainda em bairros onde ainda não tínhamos chegado”, diz o coordenador.

Conhecimento

Evandro aponta que, quando o trabalho de enfrentamento foi iniciado, havia vários casos graves, com internação inclusive em UTI. “Hoje não temos nenhum, porque a população está entendendo que não se deve deixar agravar os casos. Isso tem sido muito assertivo, e conversamos também com o PA+ para que eles tenham esse entendimento. Isso salva vidas,” reflete.

Ele reforça que, logo no início dos sintomas, é preciso procurar os postos de saúde, jamais o hospital – salvo se o enfermo chegar com a forma grave da doença.

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