OASE de Canabarro celebra 105 anos de serviço e comunhão com olhar no futuro

A Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas (OASE) de Canabarro está comemorando uma marca histórica: 105 anos de existência. Para celebrar mais de um século de dedicação à comunidade, o grupo está organizando uma festa especial no próximo domingo (28/9) a partir das 14h, no Centro Comunitário Evangélico de Canabarro. Em entrevista, a coordenadora Gladis Jacobs e a Pastora Cris compartilharam a rica história da organização, seus valores e os desafios atuais para manter a chama do serviço acesa para as próximas gerações.

Fundada em uma época de grandes necessidades, a OASE de Canabarro surgiu com objetivos primordiais de apoio mútuo. “A necessidade principal dessas mulheres era o auxílio a parteiras, auxiliar as mulheres nos partos, porque não existia hospital do SUS que fazia tudo isso”, explica Gladis Jacobs. Além disso, na ausência de um pastor residente, o grupo levava conforto espiritual e consolo aos enlutados. Inspiradas pela OASE Nacional, que hoje tem 126 anos, essas mulheres pioneiras também realizavam trabalhos manuais para arrecadar fundos e ajudar na construção da comunidade.

Hoje, a essência do grupo permanece nos pilares de testemunho, comunhão e serviço. O trabalho se baseia na diaconia, que é o serviço ao próximo, especialmente aos mais frágeis. “Isso significa que nós, sendo mulheres da OASE, temos que enxergar a necessidade da outra pessoa”, destaca Gladis.

Apesar da base sólida, o grupo enfrenta desafios significativos. A pandemia reduziu o número de participantes, que hoje gira em torno de 20 a 20 e poucas pessoas por encontro. Além disso, o envelhecimento das integrantes é uma realidade. “Às vezes nos falta recursos humanos para fazer essas visitas, porque a gente já não tem mais a mesma idade, o mesmo pique”, relata Gladis.

Atrair mulheres mais jovens é o principal desafio. A Pastora Cristiane Echelmeier aponta que o horário tradicional dos encontros, nas terças à tarde, conflita com a rotina de trabalho de muitas mulheres hoje em dia. A OASE busca ser vista não como “um grupo de senhoras de idade”, mas como “um grupo de mulheres vivas, atuantes, que querem fazer a diferença”. A meta é tornar o grupo visível e motivador, para que mais mulheres sintam o desejo de participar e colocar seus dons a serviço da comunidade.

Para Gladis Jacobs, a OASE é mais do que um grupo, é um espaço de pertencimento. “Eu esperei muito o convite da OASE, mas elas não vieram me convidar, eu procurei e senti que ali é o meu espaço”, diz.

Confira a entrevista completa:

Mais Notícias

Tópicos Relacionados:

Publicações do Autor

Biertanzfest reúne 800 pessoas e 21 grupos folclóricos

O Grupo Folclórico Sonnenlicht, com apoio da Administração Municipal de Imigrante, promoveu a 21ª edição do Biertanzfest no sábado (22/8). O evento reuniu grupos...

Projeto da escola Gomes Freire aposta na tecnologia para promover inclusão

O projeto desenvolvido por estudantes da Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Gomes Freire de Andrade avançou para a etapa estadual do Desafio Liga...

Vale do Taquari registra dois feminicídios em uma semana

Em 2025, 3,7 milhões de brasileiras sofreram violência doméstica ou familiar. Outras 1.568 foram vítimas de feminicídios. Neste ano, foram registrados 848 feminicídios entre...

Sicredi 45 anos: Acumulado de 2026 já supera resultado de todo o ano anterior

O que nasceu há 45 anos para atender a uma necessidade dos pequenos produtores rurais se transformou em uma cooperativa com mais de 130...