Estrela promove evento de encerramento do Plano Recupera Rural

Cerca de 80 pessoas, entre agricultores, técnicos, representantes de entidades e lideranças, participaram de um encontro na comunidade de Arroio do Ouro, em Estrela na terça-feira (2/12). O evento marcou o encerramento das ações do Plano Recupera Rural RS realizadas no Vale do Taquari. O objetivo foi apresentar os resultados das iniciativas de reconstrução após os eventos climáticos extremos e ouvir a comunidade para construir as diretrizes de trabalho para 2026.

Promovido pela Emater/RS-Ascar e pela Embrapa Trigo, o encontro trouxe painéis que destacaram as ações emergenciais iniciadas logo após a tragédia climática de maio de 2024. Entre elas, recuperação de solo, cultivo de plantas de cobertura e acompanhamento técnico das lavouras de inverno.

O extensionista da Emater/RS-Ascar Álvaro Trierweiler, responsável por um dos painéis, enfatizou a importância da recuperação da fertilidade do solo, especialmente em Estrela, onde mais de 20% do território ficou submerso. As análises realizadas ao longo do ano permitiram avaliar o estado nutricional das áreas atingidas. Na sequência, um pesquisador da Embrapa Suínos e Aves destacou as ações da Plataforma Colaborativa Sul, voltadas à mitigação dos impactos climáticos na agropecuária.

Em outro momento, os participantes foram divididos em dois grupos para a construção de uma “nuvem de palavras”. Agricultores registraram, em frases curtas, seus principais desafios e prioridades para fortalecer a recuperação e a resiliência, além das formas de apoio que consideram mais necessárias. Já as entidades parceiras apontaram quais competências e recursos podem oferecer para contribuir com a comunidade diante de eventos climáticos extremos.

O produtor de grãos Fernando Mallmann, de Arroio do Ouro, valorizou a iniciativa, afirmando ainda que o apoio das entidades tem sido fundamental para a permanência na atividade rural. “Na enchente de maio perdi todos os meus animais”, recorda, mencionando as 28 vacas que foram levadas pelas águas. O recomeço veio com doações, esforço coletivo e uma série de políticas públicas nas mais variadas esferas. “Tudo contribui nesse momento, seja na hora de recuperar solo, acessar sementes ou ter assistência técnica”, avalia.

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