O Juventude deixou a vitória escapar diante do Ceará, na Arena Castelão, pela 34ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.
A equipe gaúcha esteve duas vezes à frente do placar, com gols de Raí Silva e Gabriel Pires, mas sofreu o empate em 2 a 2 após a marcação de um pênalti pelo VAR, já nos acréscimos. O resultado do sábado (17/10) levou o Jaconero aos 61 pontos.
Após a partida, o clube divulgou uma nota oficial com indignação devido as decisões da arbitragem e questiona os critérios utilizados nos lances decisivos. A manifestação aponta, principalmente, a falta não marcada na origem do primeiro gol do Ceará, o tempo de acréscimo e a penalidade assinalada no fim do confronto.
O placar foi aberto aos 22min do segundo tempo, quando MP sofreu pênalti. Raí Silva cobrou com precisão, deslocou o goleiro e marcou seu oitavo gol na Série B. A vantagem, porém, durou pouco: dois minutos depois, Saulo Mineiro empatou para o Ceará.
O Juventude voltou a ficar na frente após cobrança de escanteio de Raí Silva. Gabriel Pires subiu mais alto que a defesa e cabeceou forte, no ângulo de Richard.
A arbitragem acrescentou 11 minutos ao segundo tempo. Quando o cronômetro marcava 57 minutos, o VAR chamou o árbitro de campo para revisar um lance na área do Juventude. Após a análise, foi marcado pênalti para o Ceará, convertido por Saulo Mineiro, que definiu o empate.
Na nota oficial, o Juventude contestou a decisão e afirmou que Rodrigo Sam recolheu o braço no lance. O clube também alegou que houve faltas sobre Gabriel Pinheiro e sobre o próprio Rodrigo Sam antes da penalidade, situações que, segundo a manifestação, deveriam ter sido consideradas na revisão.
A direção ainda questionou a duração dos acréscimos e afirmou que, conforme o relato da arbitragem após a partida, a orientação para conceder o tempo adicional teria partido do VAR.
Critério
A manifestação do Juventude também retomou outros lances de partidas anteriores. Entre eles, o clube citou um pênalti não marcado sobre Alisson Safira no confronto contra o São Bernardo, na rodada anterior.
O comunicado mencionou decisões contestadas em jogos contra Londrina, Athletic e Atlético-GO, além de um lance diante do Fortaleza, no Alfredo Jaconi, em que o clube entendeu que deveria ter sido marcada penalidade por toque de braço.
“Não se trata de uma interpretação isolada do Juventude ou de uma tentativa de justificar resultados”, afirma o texto divulgado pelo clube.
A direção informou que voltará a buscar esclarecimentos junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e defendeu que a Federação Gaúcha de Futebol atue institucionalmente para cobrar explicações e providências.

