Municípios devem pedir situação de calamidade econômica devido à situação da Languiru

Cidades como Colinas e Poço das Antas podem perder até 45% da arrecadação de ICMS caso cooperativa encerre atividades.

As medidas para restruturação da Cooperativa Languiru estiveram em pauta na assembleia geral ordinária da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), que ocorreu na manhã desta quinta-feira (1º/6) na sede da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Teutônia. Eles explanaram aos prefeitos da região sobre a situação da Languiru.

“Se nada acontecer até o dia 10 de junho, a Languiru parará por completo. Não conseguiremos mais manter o mínimo necessário para operar”, citou Birck.

Estratégias

Ambos os atuais administradores da Languiru citaram atualizações sobre a descontinuidade de negócios que drenam recursos e manutenção dos que apresentem resultado operacional positivo.

  • Agrocenter Máquinas: venda em negociação avançada com empresário do Vale do Taquari. Este deverá comprar todo o estoque de máquinas e peças, bem como do prédio;
  • Postos de combustíveis do Bairro Languiru, em Teutônia, e em Westfália: em busca de interessados para a venda do negócio, tendo em vista que os pontos são alugados. Há dois interessados;
  • Farmácias: venda em negociação – quatro interessados, dentre os quais o HOB;
  • Frigorífico de bovinos: venda deve ser fechada com empresário do Vale do Taquari na tarde desta quinta-feira;
  • Agrocenters: dos 13 empreendimentos, serão fechados cinco (Estrela, São Lourenço, Rio Pardo, Venâncio Aires e Lajeado). Cinco lojas funcionarão dentro de mercados. Será mantida apenas uma loja exclusiva Agrocenter no Bairro Languiru, em Teutônia;
  • Mercados – foco na venda de duas lojas com resultado negativo: do Bairro Alesgut e do Shopping Lajeado, este com pelo menos três interessados. Manutenção de oito lojas que apresentam resultado positivo, otimizadas através da fusão com agrocenters.

“Situação inviabilizará muitos municípios”

Após a atualização de informações, o prefeito de Colinas, Sandro Herrmann, apresentou um levantamento de possíveis perdas de arrecadação aos municípios do Vale do Taquari ainda em 2024, caso a cooperativa encerre suas atividades. As informações foram montadas em cima de dados de 2021 e 2022.

Segundo Herrmann, a Languiru representa hoje, de forma direta e indireta, quase 15% de toda movimentação de ICMS do Vale do Taquari. Isso poderia representar perda de R$ 70 milhões. “Alguns municípios serão mais afetados que outros em volume de valor arrecadado, e Colinas está nesse grupo. Caso a empresa feche, poderíamos perder ao menos 45% do ICMS”, alerta.

Na atividade leiteira, a cooperativa representa R$ 11,190 milhões em retorno para o Vale do Taquari. A atividade comercial, R$ 7 milhões. “Já as duas principais atividades – setor de suínos e de frangos porderiam ocasionar perda de retorno em ICMS de R$ 40 milhões para 2024”, pontuou Sandro.

“Sugiro que pensemos em decretar situação de calamidade econômica”, alertou o chefe do Executivo colinense, que foi amparado pelos demais prefeitos.

*Mais detalhes na edição de sábado (3/6) do jornal Folha Popular*

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